quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Filme "A Onda"

Baseado em uma história real o filme "A Onda" mostra como é possível a criação de doutrinas ideológicas em sala de aula, não só no passado, mas atualmente.
O filme que foi adaptado do ensaio The Third Wave (A Terceira Onda), do professor de História Ron Jones, no qual relata sua experiência numa escola da Califórnia (EUA), em 1967, na tentativa de explicar na prática como Hitler e o Partido Nazista chegaram ao poder na Alemanha. 

Tudo acontece em uma semana de aula onde o professor e seus alunos criam o movimentoA Onda, tudo a partir de normas de conduta, espírito coletivo, disciplina e a busca de um bem maior.

O filme mostra a vida pessoal de alguns alunos, deixando claro que dependendo da familia e dos problemas que determinadas pessoas podem ter, são mais fáceis de serem manipuladas.
O filme conta com um final quase que trágico em uma partida de pólo aquático onde o professor, quase que tardiamente, percebe que precisa por um ponto final em tudo aquilo.

O Filme é bom e com certeza recomendado a todos em geral, pois fenômenos como massificação, fanatismo e intolerância são perigosos e quem sabe não estão aí positivos e operantes?


quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Los Sebosos Postizos lançam CD e vinil em tributo a Jorge Ben Jor


Em um ano de tímidos tributos aos 70 anos de Jorge Ben Jor (comemorados em março), enfim aparece um à altura do homenageado. Ainda que o lançamento não tenha sido planejado para casar com a efeméride.
Projeto antigo de alguns dos integrantes da Nação Zumbi, o Los Sebosos Postizos lança agora disco homônimo, em CD e vinil, com interpretações de sucessos e outras canções menos conhecidas de Ben Jor.
Surgido em 1998 no show chamado "Noite do Ben", o projeto já era bem conhecido de shows e na internet.
Em 2004, o grupo formado por Jorge Du Peixe (voz), Lúcio Maia (guitarra), Dengue (baixo) e Pupillo (bateria) viu o áudio do registro com 20 músicas de um show no Sesc Pompeia se alastrar na rede.
Oito anos depois, eles lançam o disco, com 14 faixas no CD e 11 no vinil. O trabalho foi produzido, gravado e mixado por Mario Caldato Jr.


MATURAÇÃO
"Esse tempo serviu para a gente dar uma maturada nas músicas. E acho que esse é o caminho certo de gravar um disco. Você leva para o palco, experimenta as músicas e depois vai para o estúdio", comenta Jorge Du Peixe.
O repertório vai desde 1963, do LP inaugural do compositor, cantor e violonista, "Samba Esquema Novo", até 1972, ano do antológico "A Tábua de Esmeralda".
Deste disco, o Los Sebosos fez arranjos para clássicos como "Minha Teimosia, Uma Arma Pra Te Conquistar", "Os Alquimistas Estão Chegando", "O Homem da Gravata Florida" e "Cinco Minutos".
"Quando a gente foi morar no Rio, começou a fuçar naqueles discos bem arranjados e orquestrados do Ben Jor pela Philips. Não era nada forçado, mas o 'Tábua de Esmeralda' rolava pelo menos uma vez por dia", diz Du Peixe.


Por que alguns falam mais errado?


Estes dias, conversando com algunas amigos, percebi até onde chega a arrogancia individual. Dentre eles há uma pessoa formada em letras (fato importante kkk). Falava-mos sobre as variantes linguisticas e como lidar com elas, quando um deles (a formada) disse o quanto seu coração doia quando escutava alguém dizer "pra mim fazer", falou: "Fico arrepiada quando escuto isso". Eu apenas sorri.
Mais tarde, antes de deitar, comecei a pensar no assunto e me perguntei "por que há erros mais errados que os outros?".
Quando um 'erro de português' já se instalou definitivamente na língua falada pelos cidadãos mais letrados, ele passa despercebido e já não provoca reações negativas (ainda que seja condenado pela gramatica normativa). Percebi que quanto menos prestigiado é um individuo (seja social ou intelectualmente), mais erros os membros 'privilegiados' encontram na lingua dele.
É isso que faz com que doa o coração de minha amiga quando escuta "pra mim fazer", mas não haja nenhuma reação quando a mesma diz "deixa eu entrar".
Acredito que situações como estas não passam de puro preconceito, todos sabemos que existe uma norma culta,ok, mas não podemos impo-la.Existe uma grande diversidade cultural e linguistica e devmos respeita-las. O que temos que ter, é dissernimento para interpretar situações cotidianas para saber quando impregar a norma culta.
Ver este tipo de situação me causa um incomodo, pois imagino que isto não passa de preconceitos engessados por uma classe dominante e reproduzidos por aqueles que um dia fizeram uma graduação, teem um bom emprego e julgam-se donos do conhecimento, aqueles que esqueceram que são e de onde vieram, que ignoram suas raizes