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segunda-feira, 15 de outubro de 2012

#Dicas#

Fonte: http://lulacerda.ig.com.br/

A psicanalista Bieatriz Kuhn dá dicas para para manter a cabeça no lugar, digamos assim
Depois de estudar Psicologia e Arqueologia, Beatriz Kuhn fez formação psicanalítica naSociedade Brasileira de Psicanálise do Rio e pertence à IPA (International Psychoanalytical Association). Quando sobra tempo, pode ser também militante política, como aconteceu em 2004: no auge da violência carioca, fundou o Movimento “BASTA!” de repercussão nacional. Bia Kuhn, instalada na Lagoa, está entre aquelas que vivem de consultório lotado. Foi convidada aqui para dar dicas que podem contribuir para que você tenha uma boa cabeça. (beatrizkuhn@terra.com.br).

1
A ética se constrói
Aquele que foi capaz de transformar a moral em ética… O moralista não tem uma cabeça boa; menos ainda um sujeito amoral ou imoral. A ética se constrói de dentro pra fora, a partir da percepção do outro, da empatia que nos coloca no lugar dele e nos impede de lhe fazer mal. É solida. A moral é imposta de fora pra dentro, goela abaixo, e é sustentada pelo temor à penalidade.
2
Rir de si próprio
Muitos pontos para aquele que se tornou capaz de rir de si próprio e das vicissitudes da vida. Temos aqui os dois pontos mais indicativos da evolução de uma pessoa ou de um grupo cultural: ética e senso de humor.
3
O outro não é um objeto
Ser capaz de perceber que o outro é um sujeito (pessoa), e não um objeto de uso pessoal. Parece simples e banal, mas não é: trata-se de uma aquisição psíquica.
4
Imaginar o que sente
Empatia. Uma vez percebida a existência de uma pessoa no outro, ser capaz de colocar-se em seu lugar e imaginar o que sente.
5
Aceitar as diferenças
Tolerância à alteridade. Não é possível ter-se uma cabeça boa, sem saber lidar e aceitar as inevitáveis diferenças entre o eu e o outro.
6
Duas doses de ceticismo
Quanto mais primitivo for o sujeito ou o grupo cultural, mais estará mergulhado em crendices e magia. Pessoas e sociedades evoluídas encaram mais de frente e com menos ilusão o desamparo e a impotência humana. Vide o Haiti…
7
Idealizações moderadas
Na paralela das crendices do mundo mágico, encontramos as idealizações. Poucas coisas contribuem tanto para a infelicidade da alma como o excesso de idealizações. Nem nada e nem ninguém são satisfatórios quando comparados a essas idealizações, a começar pela própria pessoa.
8
Inveja e gratidão
Ter feito o percurso que leva da inveja à gratidão. O que subsidia a inveja é a idealização da vida do próximo. É aquele cara que acredita no que vê na revista “Caras” e acha que só a vida dele é que é “Bundas”. Quanto mais a pessoa é capaz de perceber que estamos todos no mesmo barco, que Deus não deu asas a cobras, mais e mais se torna capaz de reconhecer e valorizar seus ganhos e, por fim, agradecer por eles.
9
Solidão é para felino
Autonomia e independência, para conjugar no singular, toda vez que se faz necessário ao longo do percurso. A autossuficiência não é para nossa espécie, que é gregária. Solidão é coisa para felino – leopardo é que curte viver sempre sozinho.
10
Bom é aqui e agora
Resumindo: cabeça boa tem aquele sujeito que deixou de ser patológico e tornou-se um “pato lógico”. O que é isso? É aquele cara que abandonou as falsas esperanças, as grandes pretensões e desistiu de choramingar suas mazelas, porque a lógica se sobrepôs ao medo e lhe fez ver que bom é aqui e agora, mesmo que imperfeito e insatisfatório; depois, só piora… Como é “lógico”, sabe que seu destino inexorável é tornar-se um “magret de canard” (peito do pato).

terça-feira, 15 de março de 2011

Não pensei em titulo, estava desanimada...

Já não aguento mais. Perdi todas as minhas esperanças, todas as minhas expectativas de mudança. Acho que tudo vai ficar igual para sempre. As pessoas não mudarão (para melhor!). A tendência é a decadência. Já perdi a paciência, minha vontade é de correr, de gritar, de chorar, de espernear...


Acho que as coisas não fazem mais sentido.


É difícil quando você acaba descobrindo que tudo que você acreditava não passa de meras ilusões, que tudo é uma grande utopia, que aquilo que julgava justo e leal não passa de sonhos que nunca se tornarão realidade.


Nem sei porque escrevo. Talvez seja uma ultima tentativa desesperada de tentar encontrar algum sentido no mundo e nas pessoas. Mas quanto mais penso, mais desiludida fico...


Vejo a cada dia que passa uma conspiração de fatos querendo me forçar a mudar meus valores, aquilo que mais acreditava....


Já não tenho em quem confiar. Aos poucos vejo minha vida descendo ralo abaixo. Aquilo que mais amo se vai e eu nem ao menos me dou conta do que está acontecendo, mas quando percebo... tudo já aconteceu!... As coisas, as pessoas... já se foram...


As vezes fico pensando qual seria a melhor situação, mas vejo que não existe a "melhor" situação.


Queria poder fugir... correr sem olhar para trás, ficar junto ao mar, sem que houvesse alguém que esperasse algo de mim...


Tento me desabafar com meus amigos, mas acho que ninguém me entende. Recentemente ouvi uma frase que dizia: "A cabeça entende onde os pés pisam" (P F) e isso fez muito sentido para mim... Afinal, as pessoas só entendem aquilo que elas passam. Então se alguém que nunca perdeu uma pessoa importante em sua vida, fala que entende minha dor.... não é bem assim... A pessoa deve se solidarizar, sentir empatia, mas só aquele que sentiu fome sabe o que é a fome, só aquele que sentiu a mesma dor realmente compreende... e não posso exigir que seja diferente, porém, isso me faz sentir-me incompleta...


Ultimamente me sinto meio "bipolar", as vezes estou bem, feliz da vida, mas em outros momentos me vejo entregue ao marasmo da dor. Na verdade nos últimos tempos me vejo a todo momento neste marasmo, só que tento anestesiar com a ilusão do amor, da amizade, da lealdade, do carinho... Já não sei se acredito nestas coisas... já não sei se acredito em algo... 


Tento confiar no amor verdadeiro, na amizade verdadeira, mas acho que isso não basta (deve ser coisas de filmes)... Percebo que há a necessidade de "algo" a mais. As pessoas, geralmente, sem tem outras intenções...


Sei lá.... parece que quanto mais escrevo mais tenho o que dizer... mas prefiro parar agora, pois já estou me debulhando entre as lágrimas que persistem em escorrer...