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quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Artista faz série de autorretratos sob o efeito de várias drogas


Um artista encontrou uma maneira pouco ortodoxa de obter uma visão diferente de si mesmo e da sua arte. Bryan Lewis Saunders, 43, resolveu fazer uma série de autorretratos sob o efeito de diferentes drogas. Ao "F5", ele contou que a ideia surgiu após ele se mudar para um prédio em que "havia muita pessoas cujas vidas aconteciam ao redor das drogas"". O experimento aconteceu em agosto de 2001, mas voltou a bombar na web semana passada. Para ser realizado, ele usou cerca de 18 drogas --remédios controlados, maconha, cocaína, entre outras-- em 11 dias. Algumas delas foram consumidas em conjunto, mas ele não sabe precisar a quantidade exata que usou de cada uma. Saunders contou que já tinha provado algumas substâncias, mas que nunca tinha trabalhado sob o efeito delas. "Eu só provava as drogas que as pessoas me davam quando batiam em minha porta". Das 18 drogas, o artista disse que é fácil dizer qual produziu os melhores efeitos, o Xanax, um ansiolítico que foi "consumido em doses desconhecidas pelos hospitais", como ele mesmo descreve em uma de suas obras. A obsessão de Saunders com autorretratos começou bem antes do experimento. Em 1995, ele decidiu fazer um retrato seu por dia. "Tive duas razões para fazer isso. Queria ver se a arte podia ser terapêutica e me ajudar a criar sentimentos. E eu pensei que, se todo dia era um novo dia, então nenhum desenho deveria ser igual ao outro", contou.Além de artista plástico, Bryan também faz permances ao vivo e é videomaker. 

2mg de Xanax

2mg de chiletes de nicotina

4mg de Dilaudid

Uma taça do "verdadeiro" absinto (não aquela porcaria falsa)

10mg de Ambien

7.5mg Hydrocodone / 7.5mg Oxycodone / 3mg Xanax

Sais de banho

15mg de Buspar (inalado)

Óleo de haxixe extraído com butano

1/2 gramas de cocaína

1 dose de cristais de metanfetamina

Morfina IV (dosagem desconhecida)

G13 Marijuana (espécie de maconha

Ativan e Haloperidol (dosagem desconhecida em hospitais)

Fonte: http://f5.folha.uol.com.br/humanos/1137075-artista-faz-serie-de-autorretratos-sob-o-efeito-de-varias-drogas.shtml

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Dificilmente a Folha publica algo que vale a pena ler, mas hoje dando uma olhada nas notícias achei este artigo que achei muito bacana e, portanto, resolvi compartilha-lo.


Relação de jovens com estudos é preocupante, expõe leitora

LEITORA ISABEL VIEIRA LOPES
DE SÃO PAULO (SP)

O desinteresse dos jovens com relação aos estudos é preocupante, e se ilude aquele que acredita que só os menos abastados é que se desinteressam.

Os adolescentes das classes A e B, estudantes de colégios particulares bons e caros, geralmente encontram as melhores oportunidades de receber uma educação suficiente para ingressar em instituições renomadas de ensino superior (vamos esquecer, por um instante, o sistema de cotas).
É de se esperar que, em um momento de crise financeira mundial, de desemprego e de uma distribuição de renda injusta, esses jovens estudem a todo o vapor para não precisar economizar cada centavo na hora de comprar pão na padaria. Mas nem sempre isso acontece.

Hoje em dia, uma fatia grande desse grupo de jovens não se dedica aos estudos, não corre atrás e não se importa. Para eles, o que vale é quantas horas você passa no boteco por semana e quantas garrafas de bebida deve levar para o esquenta na casa do amigo. E está tudo certo em fazer isso, mesmo que você tenha uma dúzia de trabalhos para entregar no dia seguinte.
Nesses tempos líquidos, o tempo de lazer do jovem se sobrepõe (em nível de interesse) ao de trabalho e de estudo.
Mas, veja bem, não estou defendendo com todas as forças aquelas pessoas que passam o tempo todo estudando e se privam de lazer. A vida precisa de equilíbrio em todas as suas faces, incluindo essa.
É muito triste ver jovens se embebedando e vomitando nas portas das baladas em plena madrugada de sábado por achar que estão sendo mais aceitos em seus grupos. Ou porque acham que bebendo ficam mais alegres e suas noites, mais divertidas.
As pessoas não ficam mais inteligentes da noite para o dia. Não conquistam um trabalho invejável sem esforço. Não conquistam um padrão alto de vida sentadas no boteco reclamando da quantidade enorme de matéria que devem estudar.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/paineldoleitor/1022744-relacao-de-jovens-com-estudos-e-preocupante-expoe-leitora.shtml