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terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Filósofos questionam a supervalorização do amor romântico


Achei muito bacana esta matéria por questionar o amor novelesco, sempre abordei esta temática e era tirada por "mal amada" pelos colegas. Mas concordo plenamente, que este amor idealizado não é real. Criamos expectativas no companheiro (a) e só nos frustramos. É bom este tipo de matéria ser veiculada em grandes jornais, para colocar em pauta este debate e tentar, de certa forma, diminuir estes índices de doenças ocasionadas pelos nossos sentimentos/emoções.
Segue a matéria:

O amor está longe de ser a solução para o fim do sofrimento humano. Pelo menos aquele amor romântico de filmes e novelas.
Quem defende essa ideia é o filósofo Simon May, professor do King's College, em Londres, e autor de "Amor - Uma História", lançado aqui no fim do ano passado.
Para ele, o sentimento está supervalorizado: ocupou o espaço deixado pela religião e se tornou o novo deus do Ocidente.
"Somos todos fanáticos. Exigimos que nosso sentimento seja eterno e incondicional e camuflamos sua natureza condicional e efêmera. É a mais nova tentativa humana de roubar um poder divino", disse, em entrevista à Folha.

Lambe-lambe que pede "Mais amor, por favor", no viaduto Antártica, em São Paulo


De acordo com o filósofo, a religião do amor incondicional é reforçada pela cultura. Ele cita filmes em que um dos personagens não quer saber de namorar e só pensa na carreira. No final, ele sempre descobre que sem uma paixão sua vida não será completa.
Tanta pressão em cima de um sentimento frágil e humano, para o autor, termina em frustração coletiva. "Nada humano é verdadeiramente incondicional, eterno e completamente bom. Essa é uma forma de amor que só Deus pode ter. Esse entendimento gera expectativas altas, que relacionamentos cotidianos não são capazes de suprir."
O mesmo defende o filósofo alemão Richard David Precht, autor de "Amor - Um Sentimento Desordenado". "O papel de nos aceitar por inteiro, com todos os nossos defeitos e limitações, cabia a Deus. Hoje buscamos alguém que possa cumprir essa função e ainda dormir conosco. É realmente pedir demais", diz.
ROMANTISMO
No livro, Simon May traça um histórico das diferentes concepções de amor ao longo da história e atribui ao romantismo do século 19 a culpa pela supervalorização do sentimento.

Segundo ele, desde então, enquanto a sociedade mudou, a idealização do sentimento continua como no passado. Inovações como a liberação sexual, a pílula e a luta pelos direitos dos gays só possibilitaram que mais pessoas passassem a perseguir o amor ideal ao incluir homossexuais e divorciados no jogo.
A psicanalista Regina Navarro Lins também pesquisou a história do sentimento, mas chegou a uma conclusão diferente. "O amor romântico está com os dias contados. Domina filmes e novelas, mas está saindo de cena na vida real", afirma ela, que em 2012 publicou "O Livro do Amor", obra em dois volumes.
Para a psicanalista, o futuro aponta para o "poliamor" e para formas menos convencionais que o casamento. "As pessoas estão mais individualistas, buscam sua própria satisfação. Isso irrita os conservadores, mas aumenta as chances de cada um ser feliz", diz.
Navarro Lins, no entanto, concorda com Simon May ao considerar o amor romântico irreal. "Você conhece uma pessoa, atribui a ela características que ela não possui e passa a vida infernizando a criatura, querendo que ela seja como você imaginou", diz a psicanalista.
A troca de exigências gera um "rancor matrimonial", uma sensação de que o parceiro nos enganou ao não cumprir nossas expectativas.
Simon May não acredita que a solução seja dar menos importância ao sentimento, mas rever os conceitos. "Precisamos mudar nossas expectativas, não reduzi-las. É preciso abandonar a ideia de que amor implica em intimidade incondicional, benevolência e altruísmo. Para mim, amor é algo completamente condicional. Ele só existe enquanto a outra pessoa parece dar sentido à nossa existência."

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/1211142-filosofos-questionam-a-supervalorizacao-do-amor-romantico.shtml





domingo, 30 de dezembro de 2012

MINHA PRODUÇÃO ESTÁ UMA BOSTA
MINHAS EXPECTATIVAS, NO BURACO
MINHAS CHANCES, NA VALA
MEUS SONHOS, UM PESADELO
MEUS DESEJOS INALCANÇÁVEIS
MINHA VONTADE LIQUIDADA
MEUS AMIGOS AFASTADOS
MEUS AMORES, DISTANTES
ATÉ PARA LAMENTAR FALTA VONTADE.

sábado, 24 de setembro de 2011

Moral da História

Estou em choque... boquiaberta que nem sei por onde começar a me expressar.... quando vi a matéria que está sendo veiculada na mídia no momento, do garoto de 10 anos que atirou na professora e depois suicidou-se com a arma do pai, não acreditei...
O pior são os comentários que os veículos de comunicação fazem a respeito do assunto... ouvi em um jornal que estimo muito, mas me decepcionou, que  escola tem que assumir o papel de tratar e identificar os "surtos" que os alunos tem, ou seja, além de sermos professores temos de ser também terapeutas....
Fico imaginando o que levou um menino a tomar esta atitude... falam que ele sofria de Bullyng, mas quem não sofre?  Ouvi também que a escola e os pais não prestaram atenção na criança e por isso não identificaram que ela estava passando por alguma crise... tudo bem, até concordo com esta possibilidade, mas o que fazer diante de uma situação destas?
Fico pensando, pensando e não consigo achar uma lógica.... Este já não é o primeiro caso polemico, temos o de Embu, Realengo entre outros que não chegam ao nosso conhecimento, então me pergunto, de quem é a responsabilidade?!
Parece que estamos em um jogo onde a culpa é minha então eu jogo pra quem eu quiser....
Posso estar equivocada, mas acredito que todos somos culpados, hoje estamos preocupados em salvar o planeta, mas não ligamos para o nosso cotidiano, esses dias ouvi o *Pondé falar algo em uma entrevista que se encaixa perfeitamente, "Ama a humanidade, mas detesta seu semelhante".  Estamos TÃO preocupados com uma serie de questões do "politicamente correto" que não conseguimos interferir no que é relevante ao nosso cotiano, que talvez seria a forma mais sensata de melhorarmos o futuro.
Na boa, não acredito que uma criança pense "ah, hoje não estou legal então vou matar alguém e me matar", provavelmente esta criança deve ter apresentado alguns sinais de que tinha algum problema... Onde este pai estava com a cabeça de ter uma arma em casa acessível para seus filhos?... Li em jornal de grande circulação vários comentários, do tipo coitadinho dos pais, a culpa é da escola.... peraí... culpa da escola.... A culpa é de todos aqueles que ao invés de colocarem limites no(s) seu(s) filho(s), acham bonitinho eles faltarem com respeito, é daqueles que compram o respeito dos filhos com um tenis novo, respeito que dura menos que o tenis, é daqueles que jogam a responsabilidade da educação dos seus filhos para terceiros, quartos, quintos...
Acho que está faltando assumir que somos responsáveis pela construção moral do sujeito, caso contrário, significa que não sabemos bem o que queremos para o mundo que "vamos salvar"!

quarta-feira, 15 de junho de 2011

A desmoralização social da carreira docente



"Mais valem lágrimas de derrota do que a vergonha de não ter lutado".
Sabedoria popular brasileira
Qualquer avaliação honesta da situação das redes de ensino público estadual e municipal revela que a educação contemporânea no Brasil, infelizmente, não é satisfatória. Mesmo procurando encarar a situação dramática com a máxima sobriedade, é incontornável verificar que o quadro é desolador. A escolaridade média da população com 15 anos ou mais permanece inferior a oito anos, e é de quatro entre os 20% mais pobres, porém, é superior a dez entre os 20% mais ricos (1). É verdade que o Brasil em 1980 era um país culturalmente primitivo que recém completava a transição histórica de uma sociedade rural. Mas, ainda assim, em trinta anos avançamos apenas três anos na escolaridade média.

São muitos, felizmente, os indicadores disponíveis para aferir a realidade educacional. Reconhecer as dificuldades tais como elas são é um primeiro passo para poder ter um diagnóstico aproximativo. A Unesco, por exemplo, realiza uma pesquisa que enfoca as habilidades dominadas pelos alunos de 15 anos, o que corresponde aos oitos anos do ensino fundamental (2). O Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes) é um projeto de avaliação comparada. As informações são oficiais porque são os governos que devem oferecer os dados. A pesquisa considera os países membros da OCDE além da Argentina, Colômbia e Uruguai, entre outros, somando 57 países.

Em uma avaliação realizada em 2006, considerando as áreas de Leitura, Matemática e Ciências, o Brasil apresentou desempenho muito abaixo da média (3). No caso de Ciências, o Brasil teve mais de 40% dos estudantes situados no nível mais baixo de desempenho. Em Matemática, a posição do Brasil foi muito desfavorável, equiparando-se à da Colômbia e sendo melhor apenas que a da Tunísia ou Quirguistão. Em leitura, 40% dos estudantes avaliados no Brasil, assim como na Indonésia, México e Tailândia, mostram níveis de letramento equivalentes aos alunos que se encontram no meio da educação primária nos países da OCDE. Ficamos entre os dez países com pior desempenho.

As razões identificadas para esta crise são variadas. É verdade que problemas complexos têm muitas determinações. Entre os muitos processos que explicam a decadência do ensino público, um dos mais significativos, senão o mais devastador, foi a queda do salário médio docente a partir, sobretudo, dos anos 80. Tão grande foi a queda do salário dos professores que, em 2008, como medida de emergência, foi criado um piso nacional. Os professores das escolas públicas passaram a ter a garantia de não ganhar abaixo de R$ 950,00, somados aí o vencimento básico (salário) e as gratificações e vantagens. Se considerarmos como referência o rendimento médio real dos trabalhadores, apurado em dezembro de 2010, o valor foi de R$ 1.515,10(4). Em outras palavras, o piso nacional é inferior, apesar da exigência mínima de uma escolaridade que precisa ser o dobro da escolaridade média nacional.

Já o salário médio nacional dos professores iniciantes na carreira com licenciatura plena e jornada de 40 horas semanais, incluindo as gratificações, antes dos descontos, foi R$1.777,66 nas redes estaduais de ensino no início de 2010, segundo o Ministério da Educação. Importante considerar que o ensino primário foi municipalizado e incontáveis prefeituras remuneram muito menos. O melhor salário foi o do Distrito Federal, R$3.227,87. O do Rio Grande do Sul foi o quinto pior, R$1.269,56 (5). Pior que o Rio Grande do Sul estão somente a Paraíba com R$ 1.243,09, o Rio Grande do Norte com R$ 1.157,33, Goiás com R$ 1.084,00, e o lanterninha Pernambuco com R$ 1.016,00. A pior média salarial do país corresponde, surpreendentemente, à região Sul: R$ 1.477,28. No Nordeste é de R$ 1.560,73. No Centro-Oeste, de R$ 2.235,59. No Norte, de R$ 2.109,68. No Sudeste, de R$ 1.697,41.

A média nacional estabelece o salário docente das redes estaduais em três salários mínimos e meio para contrato de 40 horas. Trinta anos atrás, ainda era possível ingressar na carreira em alguns estados com ordenado equivalente a dez salários mínimos. Se fizermos comparações com os salários docentes de países em estágio de desenvolvimento equivalente ao brasileiro as conclusões serão igualmente escandalosas. Quando examinados os salários dos professores do ensino médio, em estudo da Unesco, sobre 31 países, há somente sete que pagam salários mais baixos do que o Brasil, em um total de 38 (6). Não deveria, portanto, surpreender ninguém que os professores se vejam obrigados a cumprir jornadas de trabalho esmagadoras, e que a overdose de trabalho comprometa o ensino e destrua a sua saúde.

O que é a degradação social de uma categoria? Na história do capitalismo, várias categorias passaram em diferentes momentos por elevação do seu estatuto profissional ou por destruição. Houve uma época no Brasil em que os "reis" da classe operária eram os ferramenteiros: nada tinha maior dignidade, porque eram aqueles que dominavam plenamente o trabalho no metal, conseguiam manipular as ferramentas mais complexas e consertar as máquinas. Séculos antes, na Europa, foram os marceneiros, os tapeceiros, e na maioria das sociedades os mineiros foram bem pagos. Houve períodos históricos na Inglaterra - porque a aristocracia era pomposa - em que os alfaiates foram excepcionalmente bem remunerados. Na França, segundo alguns historiadores, os cozinheiros. Houve fases do capitalismo em que o estatuto do trabalho manual, associado a certas profissões, foi maior ou menor.

A carreira docente mergulhou nos últimos vinte e cinco anos numa profunda ruína. Há, com razão, um ressentimento social mais do que justo entre os professores. A escola pública entrou em decadência e a profissão foi economicamente desmoralizada e socialmente desqualificada, inclusive, diante dos estudantes.

Os professores foram desqualificados diante da sociedade. O sindicalismo dos professores, uma das categorias mais organizadas e combativas, foi construído como resistência a essa destruição das condições materiais de vida. Reduzidos às condições de penúria, os professores se sentem vexados. Este processo foi uma das expressões da crise crônica do capitalismo. Depois do esgotamento da ditadura, simultaneamente à construção do regime democrático liberal, o capitalismo brasileiro parou de crescer, mergulhou numa longa estagnação. O Estado passou a ser, em primeiríssimo lugar, um instrumento para a acumulação de capital rentista. Isso significa que os serviços públicos foram completamente desqualificados.

Dentro dos serviços públicos, contudo, há diferenças de grau. As proporções têm importância: a segurança pública está ameaçada e a justiça continua muito lenta e inacessível, mas o Estado não deixou de construir mais e mais presídios, nem os salários do judiciário se desvalorizaram como os da educação; a saúde pública está em crise, mas isso não impediu que programas importantes, e relativamente caros, como variadas campanhas de vacinação, ou até a distribuição do coquetel para os soropositivos de HIV, fossem preservados. Entre todos os serviços, o mais vulnerável foi a educação, porque a sua privatização foi devastadora. Isso levou os professores a procurarem mecanismos de luta individual e coletiva para sobreviverem.

Há formas mais organizadas de resistência, como as greves, e formas mais atomizadas, como a abstenção ao trabalho. Não é um exagero dizer que o movimento sindical dos professores ensaiou quase todos os tipos de greves possíveis. Greves com e sem reposição de aulas. Greves de um dia e greves de duas, dez, quatorze, até vinte semanas. Greves com ocupação de prédios públicos. Greves com marchas.

Conhecemos, também, muitas e variadas formas de resistência individual: a migração das capitais dos estados para o interior onde a vida é mais barata; os cursos de administração escolar para concursos de diretor e supervisor; transferências para outras funções, como cargos em delegacias de ensino e bibliotecas. E, também, a ausência. Tivemos taxas de absenteísmo, de falta ao trabalho, em alguns anos, inverossímeis.

Não obstante as desmoralizações individuais, o mais impressionante, se considerarmos o futuro da educação brasileira, é a valente resistência dos professores com suas lutas coletivas. Foram e permanecem uma inspiração para o povo brasileiro.

Notas: 

1) Os dados sobre desigualdades sociais em educação mostram, por exemplo, que, enquanto os 20% mais ricos da população estudam em média 10,3 anos, os 20% mais pobres têm média de 4,7 anos, com diferença superior a cinco anos e meio de estudo entre ricos e pobres. Os dados indicam que os avanços têm sido ínfimos. Por exemplo, a média de anos de estudo da população de 15 anos ou mais de idade se elevou apenas de 7 anos em 2005 para 7,1 anos em 2006. Wegrzynovski, Ricardo, Ainda vítima das iniqüidades in http://desafios2.ipea.gov.br/003/00301009.jsp?ttCD_CHAVE=3962.
Consulta em 21/02/2011.

2) Informações sobre o PISA podem ser procuradas em: http://www.unesco.org/new/en/unesco/
Consulta em 21/02/2011.

3) O relatório citado organiza os dados de 2006, e estão disponíveis em:http://unesdoc.unesco.org/images/0018/001899/189923por.pdf
Consulta em 19/02/2011.

4) A pesquisa mensal do IBGE só é realizada em algumas regiões metropolitanas. Não há uma base de dados disponível para aferir o salário médio nacional.http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/indicadores/trabalhoerendimento/pme_nova/pme_201012pubCompleta.pdf
Consulta em 19/02/2011.

5) Uma pesquisa completa sobre os salários iniciais em todos os estados pode ser encontrada em estudo:http://www.apeoc.org.br/extra/pesquisa.salarial.apeoc.pdf


Valerio Arcary é professor do IF/SP (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia) e doutor em História pela USP.

sábado, 16 de abril de 2011

Faz tempo que não posto nada... ando meio corrida... mas estou tão entusiasmada para começar a contar sobre os novos filmes que ando assistindo... é cada história incrível...mas o TCC ainda não me permite... porém em breve colocarei em dia os contos...

PS: Pra vcs verem... estou tão atarefada que neste momento está rolando a virada cultural e eu em casa, estudando e tomando café... nem Freud explica!!!!

domingo, 20 de março de 2011

Vermelho como o céu


Vermelho como o céu é um filme que aborda a deficiência (visual), de uma forma poética. É uma história baseada em fatos reais, de um garoto que sofre um acidente em casa e acaba ficando cego. Com esta deficiência ele não é mais aceito na escola pública, tendo de ir para uma escola especial. Lá se depara com as limitações impostas pelos outros e a sua capacidade de criar e sonhar.

É muito interessante e diferente a abordagem deste filme, pois não retrata o deficiente como alguém totalmente dependente do outro e sim alguém com limitações, mas capaz de realizar diversas atividades com muita criatividade e sensibilidade.

Após assisti-lo comecei a refletir sobre as limitações que existe nas inclusões, será que elas realmente são efetivas ou somos nós, os ditos “normais” que não conseguimos/sabemos lidar e as colocamos sem ao menos darmos chances para o sujeito descobrir até onde pode chegar. Imputamos nossos “achismos” do que é melhor nas pessoas e não pensamos que apesar das limitações (que todos temos) as pessoas podem ter muitas habilidades e capacidade de realizar diversas atividades.

Mas isso não passa de um sonho, de um ideal, pois a realidade é muito mais dura do que apenas impor pontos de vistas reacionários. Hoje vemos escolas sem nenhuma estrutura física para receber qualquer tipo de inclusão, sem profissionais capacitados para trabalhar com estes alunos, com salas super lotadas, onde o docente não consegue atender tanto os alunos incluídos como os outros. Não há nenhum preparo para os funcionários receberem esta criança na escola.

É preciso que haja uma mobilização dos órgãos que atendem estas crianças e da sociedade civil para cobrar medidas eficazes, maiores investimentos neste segmento e a efetivação de nossa constituição, que garante um atendimento digno aos nossos alunos, sejam eles inclusão ou não.

Juntamente com os investimentos deve haver campanhas de esclarecimentos  para a mudança desta visão estereotipada que a sociedade e até mesmo a escola tem dos deficientes. Somente com ações coerentes com a lei e a conscientização da população poderemos ter uma verdadeira inclusão, pois caso contrário continuaremos a ter o que vivemos cotidianamente, uma exclusão maquiada de inclusão.


terça-feira, 15 de março de 2011

Não pensei em titulo, estava desanimada...

Já não aguento mais. Perdi todas as minhas esperanças, todas as minhas expectativas de mudança. Acho que tudo vai ficar igual para sempre. As pessoas não mudarão (para melhor!). A tendência é a decadência. Já perdi a paciência, minha vontade é de correr, de gritar, de chorar, de espernear...


Acho que as coisas não fazem mais sentido.


É difícil quando você acaba descobrindo que tudo que você acreditava não passa de meras ilusões, que tudo é uma grande utopia, que aquilo que julgava justo e leal não passa de sonhos que nunca se tornarão realidade.


Nem sei porque escrevo. Talvez seja uma ultima tentativa desesperada de tentar encontrar algum sentido no mundo e nas pessoas. Mas quanto mais penso, mais desiludida fico...


Vejo a cada dia que passa uma conspiração de fatos querendo me forçar a mudar meus valores, aquilo que mais acreditava....


Já não tenho em quem confiar. Aos poucos vejo minha vida descendo ralo abaixo. Aquilo que mais amo se vai e eu nem ao menos me dou conta do que está acontecendo, mas quando percebo... tudo já aconteceu!... As coisas, as pessoas... já se foram...


As vezes fico pensando qual seria a melhor situação, mas vejo que não existe a "melhor" situação.


Queria poder fugir... correr sem olhar para trás, ficar junto ao mar, sem que houvesse alguém que esperasse algo de mim...


Tento me desabafar com meus amigos, mas acho que ninguém me entende. Recentemente ouvi uma frase que dizia: "A cabeça entende onde os pés pisam" (P F) e isso fez muito sentido para mim... Afinal, as pessoas só entendem aquilo que elas passam. Então se alguém que nunca perdeu uma pessoa importante em sua vida, fala que entende minha dor.... não é bem assim... A pessoa deve se solidarizar, sentir empatia, mas só aquele que sentiu fome sabe o que é a fome, só aquele que sentiu a mesma dor realmente compreende... e não posso exigir que seja diferente, porém, isso me faz sentir-me incompleta...


Ultimamente me sinto meio "bipolar", as vezes estou bem, feliz da vida, mas em outros momentos me vejo entregue ao marasmo da dor. Na verdade nos últimos tempos me vejo a todo momento neste marasmo, só que tento anestesiar com a ilusão do amor, da amizade, da lealdade, do carinho... Já não sei se acredito nestas coisas... já não sei se acredito em algo... 


Tento confiar no amor verdadeiro, na amizade verdadeira, mas acho que isso não basta (deve ser coisas de filmes)... Percebo que há a necessidade de "algo" a mais. As pessoas, geralmente, sem tem outras intenções...


Sei lá.... parece que quanto mais escrevo mais tenho o que dizer... mas prefiro parar agora, pois já estou me debulhando entre as lágrimas que persistem em escorrer...

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Causos de Ônibus "1"

As vezes fico pensando como o transporte público nos proporciona momentos incríveis, sou uma "utilizadora" assídua, acredito que mais por opção do que por necessidade e muitas vezes que estou dentro do ônibus, trem ou metro tento fazer coisas construtivas, como ler, escrever, dormir... mas algumas vezes confesso que o que faço é literalmente prestar atenção no que não é da minha conta... Isso faz com sinta diversas emoções, como a raiva, a alegria, o altruísmo, a empatia entre outros.

A última ocorreu na quinta-feira passada, estava eu indo bela e tranquila para a faculdade, lendo um livro que estava tão interessante que deixei ele de lado e comecei a prestar atenção na conversa de um casal de amigos que estavam atrás de mim (reparem que eu sei que era um casal de amigos 'realmente o livro era bom'kkkk).
Eles discutiam uma questão ética que se baseava no que se configura a compra de uma CNH (Carteira Nacional de Habilitação). A garota dizia que tinha uma amiga que havia comprado a dela, pois pagou e não fez nenhuma das aulas de CFC e nem as práticas e recebeu sua carteira, já ela fez todas as aulas, porém quis garantir que não teria nenhuma novidade, então pagou o "quebra" só para não ter surpresas.

Depois disso confesso que sentei debaixo de uma árvore, segurei uma maçã e refleti: Qual é a diferença das duas situações?
Essencialmente as duas situações são iguais, as duas compraram a carta (só que uma foi mais tonta kkk), enfim, mas como é característico do ser humano querer se justificar e sempre prevalecer com a "ética da conveniência", na verdade pensamos que podemos julgar e condenar atitudes alheias, mas em nenhum momento observamos nosso modo de agir e não nos damos conta de que aquilo que digo tanto menosprezar é o que mais faço. Quando isto ocorreu pensei seriamente sobre minha vida e minhas atitudes.
É interessante como em todos os lugares podemos encontrar questões que nos faça refletir sobre a vida, ou seja, é só sensibilizarmos nosso olhar que vermos coisas que provavelmente passaria desapercebido.

Acho que vou protelar a ideia de tirar habilitação, por enquanto o ônibus está servido bem.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

O que será (À flor da pele)


O que será que me dá
Que me bole por dentro, será que me dá
Que brota à flor da pele, será que me dá
E que me sobe às faces e me faz corar
E que me salta aos olhos a me atraiçoar
E que me aperta o peito e me faz confessar
O que não tem mais jeito de dissimular
E que nem é direito ninguém recusar
E que me faz mentir e me faz suplicar
O que não tem medida, nem nunca terá
O que não tem remédio, nem nunca terá
O que não tem receita
O que será que será
Que dá dentro da gente e que não devia
Que desacata a gente, que é revelia
Que é feito uma aguardente que não sacia
Que é feito estar doente de uma folia
Que nem dez mandamentos vão conciliar
Nem todos os ungüentos vão aliviar
Nem todos os quebrantos, toda alquimia
Que nem todos os santos, será que será
O que não tem descanso, nem nunca terá
O que não tem cansaço, nem nunca terá
O que não tem limite
O que será que me dá
Que me queima por dentro, será que me dá
Que me perturba o sono, será que me dá
Que todos os ardores me vêm atiçar
Que todos os tremores me vêm agitar
E todos os suores me vêm encharcar
E todos os meus nervos estão a rogar
E todos os meus órgãos estão a clamar
E uma aflição medonha me faz suplicar
O que não tem vergonha, nem nunca terá
O que não tem governo, nem nunca terá
O que não tem juízo.
Composição: Chico Buarque

Adoro Chico Buarque, mas principalmente esta música, ela me remete ao que realmente sinto, ela é foda!! Me faz lembrar das metamorfoses vivenciadas a todos os dias, a todas as horas, a todos os minutos... e que realmente bole comigo (e com todos, mesmo aqueles que não assumem).... Para mim a música fala sobre os desejos humanos mais íntimos (liberdade, amor, sexo, salvação etc) e da impossibilidade de os controlar. Existe uma certa devoção nesta composição, seja ela qual for, já que ela será subjetiva. Não vejo uma fala exclusiva de amor, mas sim de desejos, e o ser humano é movido por necessidades e principalmente por desejos. Em alguns momentos acho que trata-se do incontestável.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011






Tá vendo essas gracinhas que estão nessas fotos (falo dos gatos), pois é, hoje após chegar de um dia de trabalho, os encontrei em uma sacola plástica. Isso mesmo, aquelas sacolinhas de supermercado, que a maioria das pessoas abominam, pois não são ambientalmente corretas. Mas as mesmas são "ambientalmente corretas" para matar gatinhos sufocados dentro de lixeiras. Porque foi exatamente assim que os encontrei.

Os quatro estavam presos e quase sufocando, debaixo de um sol escaldante.
Na verdade não sei o que mais me impressionou, se foi encontra-los desta forma ou a reação dos vizinhos e pessoas que passavam no local e viram a situação.
É engraçado como todos se comovem e se sensibilizam, mas são incapazes de tomar alguma atitude. Diziam:
- Coitadinhos vão morrer se não forem cuidados...
-... vamos deixa-los na doação...
-... que pessoas desalmada (o) ...

Mas absolutamente NINGUÉM se prontificou em cuidar de nenhum. Na verdade só queria desabafar minha indignação e minha falta de crença no ser humano. Como pode tanta hipocrisia. Tanta falta de carinho pela vida, não importa se é um animal. Eu aposto que quem fez isso deve ter se indignado com o caso dos Nardoni e achado uma sacanagem matar uma garotinha indefesa. Mas eu pergunto: Qual a diferença? Ou seja, é menos justo matar garotinhas, mas gatos, cachorros, papagaios não tem problema!
É esse tipo de atitude cretina que me revolta.
Mas agora não importa, pois todos estão sendo alimentados e cuidados pela minha mãe ( a quem agradeço por atendido meu pedido e pela paciência) e por mim.