Mostrando postagens com marcador Indignação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Indignação. Mostrar todas as postagens

sábado, 24 de setembro de 2011

Moral da História

Estou em choque... boquiaberta que nem sei por onde começar a me expressar.... quando vi a matéria que está sendo veiculada na mídia no momento, do garoto de 10 anos que atirou na professora e depois suicidou-se com a arma do pai, não acreditei...
O pior são os comentários que os veículos de comunicação fazem a respeito do assunto... ouvi em um jornal que estimo muito, mas me decepcionou, que  escola tem que assumir o papel de tratar e identificar os "surtos" que os alunos tem, ou seja, além de sermos professores temos de ser também terapeutas....
Fico imaginando o que levou um menino a tomar esta atitude... falam que ele sofria de Bullyng, mas quem não sofre?  Ouvi também que a escola e os pais não prestaram atenção na criança e por isso não identificaram que ela estava passando por alguma crise... tudo bem, até concordo com esta possibilidade, mas o que fazer diante de uma situação destas?
Fico pensando, pensando e não consigo achar uma lógica.... Este já não é o primeiro caso polemico, temos o de Embu, Realengo entre outros que não chegam ao nosso conhecimento, então me pergunto, de quem é a responsabilidade?!
Parece que estamos em um jogo onde a culpa é minha então eu jogo pra quem eu quiser....
Posso estar equivocada, mas acredito que todos somos culpados, hoje estamos preocupados em salvar o planeta, mas não ligamos para o nosso cotidiano, esses dias ouvi o *Pondé falar algo em uma entrevista que se encaixa perfeitamente, "Ama a humanidade, mas detesta seu semelhante".  Estamos TÃO preocupados com uma serie de questões do "politicamente correto" que não conseguimos interferir no que é relevante ao nosso cotiano, que talvez seria a forma mais sensata de melhorarmos o futuro.
Na boa, não acredito que uma criança pense "ah, hoje não estou legal então vou matar alguém e me matar", provavelmente esta criança deve ter apresentado alguns sinais de que tinha algum problema... Onde este pai estava com a cabeça de ter uma arma em casa acessível para seus filhos?... Li em jornal de grande circulação vários comentários, do tipo coitadinho dos pais, a culpa é da escola.... peraí... culpa da escola.... A culpa é de todos aqueles que ao invés de colocarem limites no(s) seu(s) filho(s), acham bonitinho eles faltarem com respeito, é daqueles que compram o respeito dos filhos com um tenis novo, respeito que dura menos que o tenis, é daqueles que jogam a responsabilidade da educação dos seus filhos para terceiros, quartos, quintos...
Acho que está faltando assumir que somos responsáveis pela construção moral do sujeito, caso contrário, significa que não sabemos bem o que queremos para o mundo que "vamos salvar"!

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Via Embratel - Muito mais dor de cabeça para sua família!

Acredito que a internet é um espaço para compartilharmos informações boas, mas também as ruins. Quero aqui deixar claro a minha indignação como consumidora e cidadã. Minha indignação não permite ser objetiva, então descreverei os fatos como forma de desabafo e de tentar impedir que outras pessoas sejam enganadas como eu fui.

Por volta do dia 12 de abril deste ano recebi um telefonema muito agradável de uma jovem garota (pelo menos a voz indicava ser jovem), me oferecendo um serviço de internet, telefone e TV por um valor muito acessível. Logo me chamou a atenção, não só financeiramente, mas por que, como todo ser humano, sempre sonhei com o fim do monopólio da Telefônica e ter um serviço de outra empresa e mais barato seria o melhor presente de aniversário que receberia. Então mais que rapidamente confirmei meus dados e realizei a assinatura, ansiosa para poder ligar na telefônica e mandar o atendente para p@#%$&*¨%$!!!

Alguns dias se passaram e o técnico da TV chegou em casa, numa bela manhã ensolarada e fez a instalação da mesma, meia hora depois que ele foi embora chegou o técnico da internet. Foi ai que meu pesadelo começou. Ele virou para mim e disse:
            - Senhora desculpe, mas não poderei fazer a instalação, pois nesta rua não tem o cabeamento! E foi embora.

Não acreditando entrei em contato imediatamente com a empresa (vou falar, a VIA EMBRATEL), para verificar o que estava ocorrendo, porém ninguém até hoje, quando decidi colocar minha revolta em letras e divulgar para o maior número de pessoas possível (dia 07/07/2011 às 12:24), eles resolveram meu problema.

O fato é que depois desta primeira visita, já vieram tomar chá na minha casa mais cinco técnicos da Via Embratel e nenhum deles liga a porcaria do cabo do poste para minha residência e quando entro em contato com a Central de atendimento eles insistem que existe o sinal na rua e não resolvem nada. E o pior é que querem cobrar R$400,00 para efetuarem o cancelamento de um serviço de TV que não tem nenhuma utilidade para mim.

Fico pensando, se não é de propósito, o cara chega instala um dos produtos do pacote, o outro diz que não tem e te cobra um absurdo para cancelar a prestação do serviço. E, diga-se de passagem, é péssimo. Ou será que sou apenas mais uma pessoa ingênua que cai nos contos criados por autores que visam cada vez mais lucros. Ou ainda, a culpa pode ser nossa, dos consumidores, pois é claro, QUEM SOMOS NÓS para querermos um serviço de qualidade, para exigirmos que seja cumprido aquilo que nos é oferecido, por que é lógico que nossa única função é permitir que os executivos comprem suas casas, seus caros e assinem a TV a cabo e internet!



                                                                                                             Veridiana A. Prina

quarta-feira, 15 de junho de 2011

A desmoralização social da carreira docente



"Mais valem lágrimas de derrota do que a vergonha de não ter lutado".
Sabedoria popular brasileira
Qualquer avaliação honesta da situação das redes de ensino público estadual e municipal revela que a educação contemporânea no Brasil, infelizmente, não é satisfatória. Mesmo procurando encarar a situação dramática com a máxima sobriedade, é incontornável verificar que o quadro é desolador. A escolaridade média da população com 15 anos ou mais permanece inferior a oito anos, e é de quatro entre os 20% mais pobres, porém, é superior a dez entre os 20% mais ricos (1). É verdade que o Brasil em 1980 era um país culturalmente primitivo que recém completava a transição histórica de uma sociedade rural. Mas, ainda assim, em trinta anos avançamos apenas três anos na escolaridade média.

São muitos, felizmente, os indicadores disponíveis para aferir a realidade educacional. Reconhecer as dificuldades tais como elas são é um primeiro passo para poder ter um diagnóstico aproximativo. A Unesco, por exemplo, realiza uma pesquisa que enfoca as habilidades dominadas pelos alunos de 15 anos, o que corresponde aos oitos anos do ensino fundamental (2). O Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes) é um projeto de avaliação comparada. As informações são oficiais porque são os governos que devem oferecer os dados. A pesquisa considera os países membros da OCDE além da Argentina, Colômbia e Uruguai, entre outros, somando 57 países.

Em uma avaliação realizada em 2006, considerando as áreas de Leitura, Matemática e Ciências, o Brasil apresentou desempenho muito abaixo da média (3). No caso de Ciências, o Brasil teve mais de 40% dos estudantes situados no nível mais baixo de desempenho. Em Matemática, a posição do Brasil foi muito desfavorável, equiparando-se à da Colômbia e sendo melhor apenas que a da Tunísia ou Quirguistão. Em leitura, 40% dos estudantes avaliados no Brasil, assim como na Indonésia, México e Tailândia, mostram níveis de letramento equivalentes aos alunos que se encontram no meio da educação primária nos países da OCDE. Ficamos entre os dez países com pior desempenho.

As razões identificadas para esta crise são variadas. É verdade que problemas complexos têm muitas determinações. Entre os muitos processos que explicam a decadência do ensino público, um dos mais significativos, senão o mais devastador, foi a queda do salário médio docente a partir, sobretudo, dos anos 80. Tão grande foi a queda do salário dos professores que, em 2008, como medida de emergência, foi criado um piso nacional. Os professores das escolas públicas passaram a ter a garantia de não ganhar abaixo de R$ 950,00, somados aí o vencimento básico (salário) e as gratificações e vantagens. Se considerarmos como referência o rendimento médio real dos trabalhadores, apurado em dezembro de 2010, o valor foi de R$ 1.515,10(4). Em outras palavras, o piso nacional é inferior, apesar da exigência mínima de uma escolaridade que precisa ser o dobro da escolaridade média nacional.

Já o salário médio nacional dos professores iniciantes na carreira com licenciatura plena e jornada de 40 horas semanais, incluindo as gratificações, antes dos descontos, foi R$1.777,66 nas redes estaduais de ensino no início de 2010, segundo o Ministério da Educação. Importante considerar que o ensino primário foi municipalizado e incontáveis prefeituras remuneram muito menos. O melhor salário foi o do Distrito Federal, R$3.227,87. O do Rio Grande do Sul foi o quinto pior, R$1.269,56 (5). Pior que o Rio Grande do Sul estão somente a Paraíba com R$ 1.243,09, o Rio Grande do Norte com R$ 1.157,33, Goiás com R$ 1.084,00, e o lanterninha Pernambuco com R$ 1.016,00. A pior média salarial do país corresponde, surpreendentemente, à região Sul: R$ 1.477,28. No Nordeste é de R$ 1.560,73. No Centro-Oeste, de R$ 2.235,59. No Norte, de R$ 2.109,68. No Sudeste, de R$ 1.697,41.

A média nacional estabelece o salário docente das redes estaduais em três salários mínimos e meio para contrato de 40 horas. Trinta anos atrás, ainda era possível ingressar na carreira em alguns estados com ordenado equivalente a dez salários mínimos. Se fizermos comparações com os salários docentes de países em estágio de desenvolvimento equivalente ao brasileiro as conclusões serão igualmente escandalosas. Quando examinados os salários dos professores do ensino médio, em estudo da Unesco, sobre 31 países, há somente sete que pagam salários mais baixos do que o Brasil, em um total de 38 (6). Não deveria, portanto, surpreender ninguém que os professores se vejam obrigados a cumprir jornadas de trabalho esmagadoras, e que a overdose de trabalho comprometa o ensino e destrua a sua saúde.

O que é a degradação social de uma categoria? Na história do capitalismo, várias categorias passaram em diferentes momentos por elevação do seu estatuto profissional ou por destruição. Houve uma época no Brasil em que os "reis" da classe operária eram os ferramenteiros: nada tinha maior dignidade, porque eram aqueles que dominavam plenamente o trabalho no metal, conseguiam manipular as ferramentas mais complexas e consertar as máquinas. Séculos antes, na Europa, foram os marceneiros, os tapeceiros, e na maioria das sociedades os mineiros foram bem pagos. Houve períodos históricos na Inglaterra - porque a aristocracia era pomposa - em que os alfaiates foram excepcionalmente bem remunerados. Na França, segundo alguns historiadores, os cozinheiros. Houve fases do capitalismo em que o estatuto do trabalho manual, associado a certas profissões, foi maior ou menor.

A carreira docente mergulhou nos últimos vinte e cinco anos numa profunda ruína. Há, com razão, um ressentimento social mais do que justo entre os professores. A escola pública entrou em decadência e a profissão foi economicamente desmoralizada e socialmente desqualificada, inclusive, diante dos estudantes.

Os professores foram desqualificados diante da sociedade. O sindicalismo dos professores, uma das categorias mais organizadas e combativas, foi construído como resistência a essa destruição das condições materiais de vida. Reduzidos às condições de penúria, os professores se sentem vexados. Este processo foi uma das expressões da crise crônica do capitalismo. Depois do esgotamento da ditadura, simultaneamente à construção do regime democrático liberal, o capitalismo brasileiro parou de crescer, mergulhou numa longa estagnação. O Estado passou a ser, em primeiríssimo lugar, um instrumento para a acumulação de capital rentista. Isso significa que os serviços públicos foram completamente desqualificados.

Dentro dos serviços públicos, contudo, há diferenças de grau. As proporções têm importância: a segurança pública está ameaçada e a justiça continua muito lenta e inacessível, mas o Estado não deixou de construir mais e mais presídios, nem os salários do judiciário se desvalorizaram como os da educação; a saúde pública está em crise, mas isso não impediu que programas importantes, e relativamente caros, como variadas campanhas de vacinação, ou até a distribuição do coquetel para os soropositivos de HIV, fossem preservados. Entre todos os serviços, o mais vulnerável foi a educação, porque a sua privatização foi devastadora. Isso levou os professores a procurarem mecanismos de luta individual e coletiva para sobreviverem.

Há formas mais organizadas de resistência, como as greves, e formas mais atomizadas, como a abstenção ao trabalho. Não é um exagero dizer que o movimento sindical dos professores ensaiou quase todos os tipos de greves possíveis. Greves com e sem reposição de aulas. Greves de um dia e greves de duas, dez, quatorze, até vinte semanas. Greves com ocupação de prédios públicos. Greves com marchas.

Conhecemos, também, muitas e variadas formas de resistência individual: a migração das capitais dos estados para o interior onde a vida é mais barata; os cursos de administração escolar para concursos de diretor e supervisor; transferências para outras funções, como cargos em delegacias de ensino e bibliotecas. E, também, a ausência. Tivemos taxas de absenteísmo, de falta ao trabalho, em alguns anos, inverossímeis.

Não obstante as desmoralizações individuais, o mais impressionante, se considerarmos o futuro da educação brasileira, é a valente resistência dos professores com suas lutas coletivas. Foram e permanecem uma inspiração para o povo brasileiro.

Notas: 

1) Os dados sobre desigualdades sociais em educação mostram, por exemplo, que, enquanto os 20% mais ricos da população estudam em média 10,3 anos, os 20% mais pobres têm média de 4,7 anos, com diferença superior a cinco anos e meio de estudo entre ricos e pobres. Os dados indicam que os avanços têm sido ínfimos. Por exemplo, a média de anos de estudo da população de 15 anos ou mais de idade se elevou apenas de 7 anos em 2005 para 7,1 anos em 2006. Wegrzynovski, Ricardo, Ainda vítima das iniqüidades in http://desafios2.ipea.gov.br/003/00301009.jsp?ttCD_CHAVE=3962.
Consulta em 21/02/2011.

2) Informações sobre o PISA podem ser procuradas em: http://www.unesco.org/new/en/unesco/
Consulta em 21/02/2011.

3) O relatório citado organiza os dados de 2006, e estão disponíveis em:http://unesdoc.unesco.org/images/0018/001899/189923por.pdf
Consulta em 19/02/2011.

4) A pesquisa mensal do IBGE só é realizada em algumas regiões metropolitanas. Não há uma base de dados disponível para aferir o salário médio nacional.http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/indicadores/trabalhoerendimento/pme_nova/pme_201012pubCompleta.pdf
Consulta em 19/02/2011.

5) Uma pesquisa completa sobre os salários iniciais em todos os estados pode ser encontrada em estudo:http://www.apeoc.org.br/extra/pesquisa.salarial.apeoc.pdf


Valerio Arcary é professor do IF/SP (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia) e doutor em História pela USP.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011






Tá vendo essas gracinhas que estão nessas fotos (falo dos gatos), pois é, hoje após chegar de um dia de trabalho, os encontrei em uma sacola plástica. Isso mesmo, aquelas sacolinhas de supermercado, que a maioria das pessoas abominam, pois não são ambientalmente corretas. Mas as mesmas são "ambientalmente corretas" para matar gatinhos sufocados dentro de lixeiras. Porque foi exatamente assim que os encontrei.

Os quatro estavam presos e quase sufocando, debaixo de um sol escaldante.
Na verdade não sei o que mais me impressionou, se foi encontra-los desta forma ou a reação dos vizinhos e pessoas que passavam no local e viram a situação.
É engraçado como todos se comovem e se sensibilizam, mas são incapazes de tomar alguma atitude. Diziam:
- Coitadinhos vão morrer se não forem cuidados...
-... vamos deixa-los na doação...
-... que pessoas desalmada (o) ...

Mas absolutamente NINGUÉM se prontificou em cuidar de nenhum. Na verdade só queria desabafar minha indignação e minha falta de crença no ser humano. Como pode tanta hipocrisia. Tanta falta de carinho pela vida, não importa se é um animal. Eu aposto que quem fez isso deve ter se indignado com o caso dos Nardoni e achado uma sacanagem matar uma garotinha indefesa. Mas eu pergunto: Qual a diferença? Ou seja, é menos justo matar garotinhas, mas gatos, cachorros, papagaios não tem problema!
É esse tipo de atitude cretina que me revolta.
Mas agora não importa, pois todos estão sendo alimentados e cuidados pela minha mãe ( a quem agradeço por atendido meu pedido e pela paciência) e por mim.