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terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Realidade ou ficção?



Essa história é rápida, caros amigos. Ela me foi contada por uma querida minha e merece o compartilhamento. Dividi-la-emos em três partes, talvez quatro. Porque a primeira foi ao vivo, num bar em Recife, para não dizer que foi no Central, eles se conheceram. Mas eram de estados diferentes. Pois bem, deixa passar. Fazer o que? E a vida seguiu por 6 meses. Até que certo dia ele a convidou num chat. O chat se transformou em celular e em Ichat. E daí, bem, você é linda, minha história é essa, meus segredos são esses, minha dor é essa e blá blá blá. Alô de manhã, alô no almoço, alô à tarde, alô à noite, alô na madrugada. Até durante o apagão. Estou apaixonado, preciso ver você, preciso de qualquer forma, até chorou algumas vezes por trás da tela. E bem, veio. Primeiro encontro. Muito amor, muito elogios, muito choro de despedida. E tome celular e I chat novamente. Ela acreditou. Ele a chamou de namorada, te adoro para cá, te adoro para lá. E veio novamente. Ela tentou acabar, ele chorou. Chorou em casa, na despedida…Mas engana-se quem pensar que ele era um chorão. Pois bem, recebeu uma visita de consultoria feminina que a levou para o restaurante, para a praia, para as águas do mar em frente à sua casa. Tcharam! Ela, minha querida amiga questionou. Não havia mais telefonemas tantos, quando se viam ele estava sempre com sono. Uma sobrancelha se ergueu. Bem, então ela foi. Estava em dúvida. Ele insistiu. Ela foi. Ele a maltratou. Foi grosso. Uma parede de silêncio se ergueu perante os corpos. Talvez pelo costume de ter ali entre eles sempre uma tela – sugeri – tinham agora um silêncio, uma boa educação desprezível. Não houve despedidas, não houve choro, muito menos sinal de vida via celular ou internet, chat, facebook, IChat. Até que chegou um e-mail: olha, você é linda, adorei estar apaixonado, mas agora eu quero ser seu amigo. ???????? Pois é. Talvez na terra real dele o personagem de ficção perdera a máscara.
Bem, a seguir cenas do próximo capítulo: esse tal de mundo virtual é real ou é ficção? Será que lá somos aquilo que somos ou aquilo que queríamos ser?Que tal discutirmos em um futuro próximo ?

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

O homem duplicado

Já faz algumas semanas que terminei de ler um livro ótimo.. O homem duplicado do José Saramago. Desde então estou querendo compartilhar com todos as minhas impressões do mesmo, mas fiquei protelando, por causa da tão estimada preguiça, e do trabalho, é claro. Entretanto hoje estou um pouco inspirada para tal.

Bem acho que posso começar dizendo o livro é MUITO BOM. Em geral o livro aborda a vida de um professor de história que descobre um ator idêntico a ele, partindo deste fato ele começa a entrar em algumas crises de identidade e na busca incansável por encontrar este ator. O auge (para mim) é quando estas duas personas se encontram, mudando completamente o rumo de suas vidas, onde um assume a identidade do outro e traz uma baita tragédia.

Acho que talvez eu tenha demorado tanto para escrever por causa, justamente, das impressões que tive dele. Apesar de ser uma ficção está totalmente vinculada com a realidade, visto que muitas pessoas assumem "outras identidades" além da sua.

Saramago trata neste livro de questões muito comum da vida cotidiana como valores, principios, coragem entre outros.

Enfim, acho que não estou tão inspirada, então fico por aqui... foda-se.







sábado, 24 de setembro de 2011

Moral da História

Estou em choque... boquiaberta que nem sei por onde começar a me expressar.... quando vi a matéria que está sendo veiculada na mídia no momento, do garoto de 10 anos que atirou na professora e depois suicidou-se com a arma do pai, não acreditei...
O pior são os comentários que os veículos de comunicação fazem a respeito do assunto... ouvi em um jornal que estimo muito, mas me decepcionou, que  escola tem que assumir o papel de tratar e identificar os "surtos" que os alunos tem, ou seja, além de sermos professores temos de ser também terapeutas....
Fico imaginando o que levou um menino a tomar esta atitude... falam que ele sofria de Bullyng, mas quem não sofre?  Ouvi também que a escola e os pais não prestaram atenção na criança e por isso não identificaram que ela estava passando por alguma crise... tudo bem, até concordo com esta possibilidade, mas o que fazer diante de uma situação destas?
Fico pensando, pensando e não consigo achar uma lógica.... Este já não é o primeiro caso polemico, temos o de Embu, Realengo entre outros que não chegam ao nosso conhecimento, então me pergunto, de quem é a responsabilidade?!
Parece que estamos em um jogo onde a culpa é minha então eu jogo pra quem eu quiser....
Posso estar equivocada, mas acredito que todos somos culpados, hoje estamos preocupados em salvar o planeta, mas não ligamos para o nosso cotidiano, esses dias ouvi o *Pondé falar algo em uma entrevista que se encaixa perfeitamente, "Ama a humanidade, mas detesta seu semelhante".  Estamos TÃO preocupados com uma serie de questões do "politicamente correto" que não conseguimos interferir no que é relevante ao nosso cotiano, que talvez seria a forma mais sensata de melhorarmos o futuro.
Na boa, não acredito que uma criança pense "ah, hoje não estou legal então vou matar alguém e me matar", provavelmente esta criança deve ter apresentado alguns sinais de que tinha algum problema... Onde este pai estava com a cabeça de ter uma arma em casa acessível para seus filhos?... Li em jornal de grande circulação vários comentários, do tipo coitadinho dos pais, a culpa é da escola.... peraí... culpa da escola.... A culpa é de todos aqueles que ao invés de colocarem limites no(s) seu(s) filho(s), acham bonitinho eles faltarem com respeito, é daqueles que compram o respeito dos filhos com um tenis novo, respeito que dura menos que o tenis, é daqueles que jogam a responsabilidade da educação dos seus filhos para terceiros, quartos, quintos...
Acho que está faltando assumir que somos responsáveis pela construção moral do sujeito, caso contrário, significa que não sabemos bem o que queremos para o mundo que "vamos salvar"!

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Causos de Ônibus "1"

As vezes fico pensando como o transporte público nos proporciona momentos incríveis, sou uma "utilizadora" assídua, acredito que mais por opção do que por necessidade e muitas vezes que estou dentro do ônibus, trem ou metro tento fazer coisas construtivas, como ler, escrever, dormir... mas algumas vezes confesso que o que faço é literalmente prestar atenção no que não é da minha conta... Isso faz com sinta diversas emoções, como a raiva, a alegria, o altruísmo, a empatia entre outros.

A última ocorreu na quinta-feira passada, estava eu indo bela e tranquila para a faculdade, lendo um livro que estava tão interessante que deixei ele de lado e comecei a prestar atenção na conversa de um casal de amigos que estavam atrás de mim (reparem que eu sei que era um casal de amigos 'realmente o livro era bom'kkkk).
Eles discutiam uma questão ética que se baseava no que se configura a compra de uma CNH (Carteira Nacional de Habilitação). A garota dizia que tinha uma amiga que havia comprado a dela, pois pagou e não fez nenhuma das aulas de CFC e nem as práticas e recebeu sua carteira, já ela fez todas as aulas, porém quis garantir que não teria nenhuma novidade, então pagou o "quebra" só para não ter surpresas.

Depois disso confesso que sentei debaixo de uma árvore, segurei uma maçã e refleti: Qual é a diferença das duas situações?
Essencialmente as duas situações são iguais, as duas compraram a carta (só que uma foi mais tonta kkk), enfim, mas como é característico do ser humano querer se justificar e sempre prevalecer com a "ética da conveniência", na verdade pensamos que podemos julgar e condenar atitudes alheias, mas em nenhum momento observamos nosso modo de agir e não nos damos conta de que aquilo que digo tanto menosprezar é o que mais faço. Quando isto ocorreu pensei seriamente sobre minha vida e minhas atitudes.
É interessante como em todos os lugares podemos encontrar questões que nos faça refletir sobre a vida, ou seja, é só sensibilizarmos nosso olhar que vermos coisas que provavelmente passaria desapercebido.

Acho que vou protelar a ideia de tirar habilitação, por enquanto o ônibus está servido bem.