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quinta-feira, 18 de outubro de 2012


“Assim como os instrumentos de trabalho mudam historicamente, os instrumentos de pensamento também se transformam historicamente. E assim como novos instrumentos de trabalho dão origem a novas estruturas sociais, novos instrumentos dão origem a novas estruturas mentais.”
L.S.VYGOTSKY 
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quinta-feira, 12 de julho de 2012

OSTENTAÇÃO


Artigo Márcia Tiburi
OSTENTAÇÃO – O CULTO ÀS MARCAS – MEU ARTIGO DO MÊS PASSADO DA REVISTA CULT
A hipervalorização de bens ditos “de marca” é uma característica das sociedades contemporâneas.  Delas advém a distinção como forma de poder que fascina tanto ricos quanto pobres no cenário da dessubjetivação partilhada por todos, da loja de luxo ao camelódromo das falsificações.
A questão da distinção guarda em seu fundo um aspecto mais tenebroso, concernente ao presente da condição subjetiva da vida dos usuários devorados pelas antipolíticas autodestrutivas do consumismo transformado em regra.
Zerada a intersubjetividade que se definia na interação afetiva e comunicativa entre pessoas, o que resta são as coisas – e as pessoas como coisas – que podem ser compradas. Diga-se de passagem que as pessoas não compram coisas, mas sinais que informam sobre um capital simbólico. Coisificação da consciência é o nome velho para o fenômeno em que a concretude das coisas é substituída pela abstração da insígnia.
A fascinação de tantas pessoas por roupas, carros e até eletrodomésticos ditos “de marca” em nossa época é a declaração auto-exposta da morte do sujeito. Espantalhos de uma ordem que previu o assassinato do desejo, do pensamento e da liberdade – conjunto do que aqui chamamos de subjetividade – são incapazes de compreender seu descarado simulacro.
A morte por assassinato da subjetividade é percebida na redução do indivíduo a uma espécie de morto-vivo em três tempos. 1 – A destituição do direito ao próprio desejo: a publicidade colonizou a capacidade de sentir e projetar a autobiografia de cada um que é apagada na encenação da “vida fashion”. 2 – A desaparição da possibilidade de pensar: a publicidade oferece os jargões e slogans a serem repetidos sob a ilusão de ideias próprias. 3 – O direito à ideia-prática da liberdade é extirpado: resta o simulacro da escolha entre uma marca e outra. A ação torna-se acomodação ao mesmo de sempre.
A escolha entre o nada e a coisa nenhuma é bem disfarçada no poder de ostentar que promete redimir do buraco subjetivo. Não tendo mais o que expressar, alguém simplesmente “ostenta” um relógio caro, um computador moderninho, um carrão oneroso. Ou um piercing, um músculo forte. Tudo e cada coisa é reduzida à marca, emblema do capital e seu poder na era do Espetáculo.
Cultura da falsa expressão
Podemos dizer que a ostentação é a cultura da pseudo-expressão no tempo das marcas. Se o poder de ostentar é proporcional ao esvaziamento da expressão, resta perguntar o que foi feito dessa potência humana? Ora, a expressão é fator subjetivo que se cria em um contexto social e político em que está em jogo a capacidade de “dizer alguma coisa”, de “dizer o que se pensa”, o que se “deseja”.
Só que fomos privados da expressão com a derrocada da formação de sujeitos desejantes, reflexivos e livres. Se as pessoas não dizem o que pensam, é porque a capacidade de pensar e dizer lhes foi extirpada. No lugar, podem travestir-se com a insígnia do poder fundamentalista das marcas da religião capitalista. A cruz para Cristianismo, a Estrela de Davi para o Judaísmo, a Lua Crescente para o Islamismo e uma marca famosa para o servo fiel do capital.
Os jovens são as principais vítimas dessa violência. Que sejam o “público alvo” quer dizer que são a presa fácil para um tiro certeiro. Os rebanhos de zumbis nikezados, abercrombizados, macdonaldizados, são arregimentados no exército de otários das massas manobradas, paramentados para o grande sacrifício sem ritual do capitalismo, em que a subjetividade é diariamente morta a pauladas.
A saída é a arte, a poesia, a negação ativa contra o uso e o consumo de marcas. A prática anti-capitalista é um ateísmo e começa com a recusa aos seus deuses como simples profanação cotidiana.

sábado, 24 de setembro de 2011

Moral da História

Estou em choque... boquiaberta que nem sei por onde começar a me expressar.... quando vi a matéria que está sendo veiculada na mídia no momento, do garoto de 10 anos que atirou na professora e depois suicidou-se com a arma do pai, não acreditei...
O pior são os comentários que os veículos de comunicação fazem a respeito do assunto... ouvi em um jornal que estimo muito, mas me decepcionou, que  escola tem que assumir o papel de tratar e identificar os "surtos" que os alunos tem, ou seja, além de sermos professores temos de ser também terapeutas....
Fico imaginando o que levou um menino a tomar esta atitude... falam que ele sofria de Bullyng, mas quem não sofre?  Ouvi também que a escola e os pais não prestaram atenção na criança e por isso não identificaram que ela estava passando por alguma crise... tudo bem, até concordo com esta possibilidade, mas o que fazer diante de uma situação destas?
Fico pensando, pensando e não consigo achar uma lógica.... Este já não é o primeiro caso polemico, temos o de Embu, Realengo entre outros que não chegam ao nosso conhecimento, então me pergunto, de quem é a responsabilidade?!
Parece que estamos em um jogo onde a culpa é minha então eu jogo pra quem eu quiser....
Posso estar equivocada, mas acredito que todos somos culpados, hoje estamos preocupados em salvar o planeta, mas não ligamos para o nosso cotidiano, esses dias ouvi o *Pondé falar algo em uma entrevista que se encaixa perfeitamente, "Ama a humanidade, mas detesta seu semelhante".  Estamos TÃO preocupados com uma serie de questões do "politicamente correto" que não conseguimos interferir no que é relevante ao nosso cotiano, que talvez seria a forma mais sensata de melhorarmos o futuro.
Na boa, não acredito que uma criança pense "ah, hoje não estou legal então vou matar alguém e me matar", provavelmente esta criança deve ter apresentado alguns sinais de que tinha algum problema... Onde este pai estava com a cabeça de ter uma arma em casa acessível para seus filhos?... Li em jornal de grande circulação vários comentários, do tipo coitadinho dos pais, a culpa é da escola.... peraí... culpa da escola.... A culpa é de todos aqueles que ao invés de colocarem limites no(s) seu(s) filho(s), acham bonitinho eles faltarem com respeito, é daqueles que compram o respeito dos filhos com um tenis novo, respeito que dura menos que o tenis, é daqueles que jogam a responsabilidade da educação dos seus filhos para terceiros, quartos, quintos...
Acho que está faltando assumir que somos responsáveis pela construção moral do sujeito, caso contrário, significa que não sabemos bem o que queremos para o mundo que "vamos salvar"!

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Via Embratel - Muito mais dor de cabeça para sua família!

Acredito que a internet é um espaço para compartilharmos informações boas, mas também as ruins. Quero aqui deixar claro a minha indignação como consumidora e cidadã. Minha indignação não permite ser objetiva, então descreverei os fatos como forma de desabafo e de tentar impedir que outras pessoas sejam enganadas como eu fui.

Por volta do dia 12 de abril deste ano recebi um telefonema muito agradável de uma jovem garota (pelo menos a voz indicava ser jovem), me oferecendo um serviço de internet, telefone e TV por um valor muito acessível. Logo me chamou a atenção, não só financeiramente, mas por que, como todo ser humano, sempre sonhei com o fim do monopólio da Telefônica e ter um serviço de outra empresa e mais barato seria o melhor presente de aniversário que receberia. Então mais que rapidamente confirmei meus dados e realizei a assinatura, ansiosa para poder ligar na telefônica e mandar o atendente para p@#%$&*¨%$!!!

Alguns dias se passaram e o técnico da TV chegou em casa, numa bela manhã ensolarada e fez a instalação da mesma, meia hora depois que ele foi embora chegou o técnico da internet. Foi ai que meu pesadelo começou. Ele virou para mim e disse:
            - Senhora desculpe, mas não poderei fazer a instalação, pois nesta rua não tem o cabeamento! E foi embora.

Não acreditando entrei em contato imediatamente com a empresa (vou falar, a VIA EMBRATEL), para verificar o que estava ocorrendo, porém ninguém até hoje, quando decidi colocar minha revolta em letras e divulgar para o maior número de pessoas possível (dia 07/07/2011 às 12:24), eles resolveram meu problema.

O fato é que depois desta primeira visita, já vieram tomar chá na minha casa mais cinco técnicos da Via Embratel e nenhum deles liga a porcaria do cabo do poste para minha residência e quando entro em contato com a Central de atendimento eles insistem que existe o sinal na rua e não resolvem nada. E o pior é que querem cobrar R$400,00 para efetuarem o cancelamento de um serviço de TV que não tem nenhuma utilidade para mim.

Fico pensando, se não é de propósito, o cara chega instala um dos produtos do pacote, o outro diz que não tem e te cobra um absurdo para cancelar a prestação do serviço. E, diga-se de passagem, é péssimo. Ou será que sou apenas mais uma pessoa ingênua que cai nos contos criados por autores que visam cada vez mais lucros. Ou ainda, a culpa pode ser nossa, dos consumidores, pois é claro, QUEM SOMOS NÓS para querermos um serviço de qualidade, para exigirmos que seja cumprido aquilo que nos é oferecido, por que é lógico que nossa única função é permitir que os executivos comprem suas casas, seus caros e assinem a TV a cabo e internet!



                                                                                                             Veridiana A. Prina

segunda-feira, 27 de junho de 2011

O casulo invisível

Durante a crise do gigantesco vazamento de óleo da British Petroleum, no ano passado, o autor americano Eli Pariser pediu a duas pessoas, que ele conhecia e vivem na mesma região do país, que googlassem "BP". No primeiro resultado de buscas, uma delas recebeu notícias sobre o desastre ecológico e suas consequências. A segunda busca gerou informações sobre as ações da companhia e dicas financeiras. E daí?, perguntará o leitor que, além de não viver de pesca na Louisiana, não investe em ações de companhias de petróleo.
O exemplo acima ilustra o argumento do livro recém-lançado por Pariser, The Filter Bubble: What the Internet Is Hiding From You (A Bolha do Filtro: O Que a Internet Está Escondendo de Você). E o você do título é qualquer internauta.
Lá vem mais uma ludita acenando com cenários orwellianos, dirá o homo ciberneticus, em beatitude constante com sua existência digital. Reconheço que há uma espécie de racha ideológico alimentado pela ignorância da grande maioria dos leitores, e me incluo entre eles, sobre as entranhas da tecnologia da informação. Vivemos numa gangorra bipolar em que os especialistas inspiram euforia ou depressão sobre o significado de viver online.
O livro de Eli Pariser é um bom exemplo. Não deve ser tomado como prova do fim dos tempos, mas soa um alerta válido e ilumina um fato que grandes corporações de mídia gostariam de manter obscuro: vivemos cada vez mais em casulos de informação, zonas de conforto impostas por modelos matemáticos. Daí os resultados tão diferentes quando duas pessoas googlaram "BP".
Outra experiência narrada por Pariser, um ex-diretor do MoveOn.org, o movimento à esquerda do espectro político americano que ajudou a mobilizar o voto pró-Obama, se passou no Facebook. Ele notou que seus amigos conservadores começaram a sumir das atualizações de sua página. Só recebia notícias de seus amigos politicamente liberais. O gigante da mídia social havia decidido que, por surfar em sites progressistas, Pariser devia "se afastar" da companhia de direitistas.
A personalização das ferramentas de busca para otimizar a venda de publicidade foi vendida como uma conveniência para combater o excesso de informação irrelevante. E, de fato, é muito prática se você está buscando uma farmácia aberta durante 24 horas no seu bairro. Mas, se há um desastre ecológico em curso e uma ferramenta de busca que seleciona para você dicas de ações da companhia responsável pelo estrago, caímos no paternalismo do algoritmo que faz escolhas por nós.
O autor de The Filter Bubble alega que, por ser silenciosa e invisível, a bolha seletiva criada por sites como o Google, Yahoo e o Bing tem um potencial sinistro de moldar e limitar nosso acesso à informação. E, se consideramos o instrumento da seleção em regimes autoritários, ela adquire controles mais amplos. Enquanto a história de fazia nas ruas do Cairo, o incauto que buscasse "Praça Tahrir" poderia ser dirigido a pacotes turísticos. Eli Pariser sugere que as corporações sejam mais transparentes sobre os métodos que usam para traçar nosso itinerário online.
Os algoritmos usados nas buscas - e é bom lembrar que algoritmo não pensa -, ao passarem de árbitros da seleção de anúncios a editores invisíveis do conteúdo que acessamos, vão induzindo o que Pariser define como um estado de autodoutrinação progressivo. Passamos a consumir informação que nos interessa e o conhecimento do mundo vai sendo engessado, como no exemplo dos amigos de Pariser no Facebook, pela companhia de gente com preocupações políticas idênticas. Pariser lembra que a exposição à diferença do outro é uma proteção preciosa para não esquecermos dos limites da nossa compreensão da realidade. E argumenta, com razão, que é da natureza humana buscar conforto e reafirmação. Neste admirável mundo novo da personalização e do hiperentretenimento, diz ele, quantos vão clicar "curtir" no topo de uma notícia de guerra civil na África?
Pariser sugere que aos internautas seja dado um acesso muito maior a recursos de controle dessa seleção nada natural. É uma forma de resistir à engenharia da visão de mundo, promovida sem reservas pela mídia social. Ele diz que uma das inspirações para o livro foi um comentário do fundador do Facebook, Mark Zuckerberg: "Um esquilo que morre no seu jardim tem mais relevância para você atualmente do que gente morrendo na África". Se é cada vez maior o número de pessoas apenas preocupadas com a morte do esquilo, o que isso representa para o futuro da sociedade? 
Por: Lúcia Guimarães

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Gasto social com educação é o que mais eleva o PIB




Em seu Comunicado nº 75, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) revela a importância que os gastos sociais adquiriram no Brasil para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e a redução das desigualdades. Segundo o estudo, que usou como base dados de 2006, cada R$ 1 gasto com educação pública gera R$ 1,85 para o PIB, e o mesmo valor investido na saúde gera R$ 1,70. Foram considerados os gastos públicos assumidos pela União, pelos estados e municípios.

Os chamados gastos sociais fizeram o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro crescer 7% entre os anos de 2004 e 2008, segundo o estudo "Gasto com a Política Social: Alavanca para o Crescimento com Distribuição de Renda" produzido pelo Ipea e divulgado quinta-feira. Durante o período, o PIB do País teve avanço real de 27%, segundo o instituto.

Ao comparar tipos diferentes de gasto social, o Comunicado concluiu que aquele destinado à educação é o que mais contribui para o crescimento do PIB, haja vista a quantidade de atores envolvidos nesse setor e os efeitos da educação sobre setores-chave da economia. “O gasto na educação não gera apenas conhecimento. Gera economia, já que ao pagar salário a professores aumenta-se o consumo, as vendas, os valores adicionados, salários, lucros, juros”, explicou o diretor de Estudos e Políticas Sociais do Ipea, Jorge Abrahão.

Abrahão apresentou o estudo ao lado de Joana Mostafa, técnica de Planejamento e Pesquisa do Ipea. Por sua vez, quando se calcula o tipo de gasto social que tem o maior efeito multiplicador na renda das famílias, em primeiro lugar aparece o Programa Bolsa Família (PBF). Para cada R$ 1 incluído no programa, a renda das famílias se eleva 2,25%. “A título de comparação, o gasto de R$ 1 com juros sobre a dívida pública gerará apenas R$ 0,71 de PIB e 1,34% de acréscimo na renda das famílias”, acrescenta o Comunicado, intitulado Gastos com política social: alavanca para o crescimento com distribuição de renda.

O texto afirma ainda que 56% dos gastos sociais retornam ao Tesouro na forma de tributos. “O gasto social não é neutro. Ele propicia crescimento com distribuição de renda. Ele foi muito importante para o Brasil superar a crise de 2008. Esse gasto tem uma grande importância como alavanca do desenvolvimento econômico e, logicamente, do bem-estar social”, concluiu Abrahão.

A íntegra do Comunicado n° 75

domingo, 13 de fevereiro de 2011

“É preciso respeitar a decisão do povo de cada país”




Em entrevista exclusiva à Carta Maior, o embaixador Celso Amorim, ex-ministro das Relações Exteriores do Brasil, analisa os recentes acontecimentos no Oriente Médio e norte da África e suas possíveis repercussões. O ex-chanceler chama a atenção para o fato de que as revoltas populares ocorrem em países considerados “amigos do Ocidente” que não eram alvo de nenhum tipo de crítica ou sanção. “Há algumas lições a serem tiradas destes episódios. A primeira delas é que é preciso respeitar os movimentos internos e não querer impor mudanças a partir de fora”, diz Amorim, defendendo a postura adotada pela diplomacia brasileira nos últimos anos.
- “Há algumas semanas, se fosse realizada uma consulta entre especialistas em política internacional pedindo que apontassem dez países que poderiam viver proximamente uma situação de conflito político-social, duvido que algum deles apontasse a Tunísia”. 

O embaixador Celso Amorim, ministro de Relações Exteriores do Brasil por mais de oito anos (dois mandatos do governo Lula e mais um período no governo Itamar Franco), iniciou a conversa telefônica, direto da embaixada do Brasil em Paris, chamando a atenção para a complexidade e o dinamismo do cenário internacional e para o baixo nível de conhecimento que se tem sobre a situação de muitos países. Em entrevista exclusiva à Carta Maior, concedida no início da tarde desta sexta-feira, Celso Amorim analisa os recentes acontecimentos no Oriente Médio e no norte da África e suas possíveis repercussões. Como que para ilustrar o dinamismo mencionado por Amorim, quando a entrevista chegou ao fim, Hosni Mubarak não era mais o presidente do Egito.

Na entrevista, o ex-chanceler brasileiro chama a atenção para o fato de que as revoltas populares que o mundo assiste agora, especialmente na Tunísia e no Egito, acontecem em países considerados “amigos do Ocidente” que não eram alvo de nenhum tipo de sanção por parte da comunidade internacional. “Isso mostra que a posição daqueles que defendem sanções contra o Irã é equivocada”, avalia. Amorim acredita que uma mudança política no Egito terá impacto em toda a região, cuja extensão ainda é difícil de prever. E defende a política adotada pelo Brasil nos últimos anos apostando na capacidade de diálogo do país, reconhecida e requisitada internacionalmente.

CARTA MAIOR: Qual sua avaliação sobre a rebelião popular no Egito e seus possíveis desdobramentos políticos e geopolíticos na região?

CELSO AMORIM: Uma primeira característica que considero importante destacar é que os protestos que estamos vendo agora são movimentos endógenos. É claro que eles se valem de novas tecnologias e de alguns valores modernos, mas são motivados pela situação interna destes países. O Egito e a Tunísia, cabe assinalar também, não estavam sob sanções por parte do Ocidente. Isso mostra que a posição daqueles que defendem sanções contra o Irã é equivocada. Sanções só reforçam internamente um regime. Uma das expectativas das sanções contra o Irã era atingir a Guarda Revolucionária. Na verdade, só atingem o povo. O Iraque foi submetido a sanções durante anos e Saddam só ficava mais forte. Não havia, repito, sanções contra a Tunísia e o Egito, países considerados amigos do Ocidente e aliados inclusive na guerra contra o terrorismo, implementada pelos Estados Unidos.

Acredito que uma mudança política no Egito terá certamente um impacto em toda região, podendo inclusive provocar uma mudança de relacionamento com países como Israel e Síria. Mas isso dependerá da evolução dos acontecimentos.

CARTA MAIOR: A sucessão de acontecimentos semelhantes em países do Oriente Médio e do Norte da África já pode ser considerada como uma onda capaz de expandir para outros países também?

CELSO AMORIM: Potencialmente, sim. Mas é difícil prever. Depende dos desdobramentos do Egito. Não há dúvida que Mubarak sairá [enquanto concedia a entrevista, a renúncia do ditador egípcio foi confirmada]. A questão é saber como ele sairá. Certamente haverá uma mudança no regime político do Egípcio. Não sabemos ainda em que intensidade. Mas é importante ter em mente que as duas forças organizadas no país são as forças armadas e a Irmandade Islâmica. A Irmandade Islâmica não é nenhum bicho papão. Cabe lembrar que muita gente tem citado a Turquia (que tem um partido islâmico no poder) como um modelo de caminho possível para o Egito.

A influência dos acontecimentos no Egito deve se manifestar em ritmos e intensidades diferentes, dependendo da realidade de cada país. Como a Tunísia nos mostrou, é preciso esperar o inesperado.

CARTA MAIOR: A diplomacia ocidental foi pega de surpresa por esses episódios?

CELSO AMORIM: Certamente que sim. O próprio presidente Obama admitiu isso ao falar dos relatórios dos serviços de inteligência dos Estados Unidos. Ninguém estava esperando o que aconteceu na Tunísia que acabou servindo de estopim para outros países como Yemen e Egito. Nos mais de oito anos que trabalhei como chanceler nunca ouvi uma palavra de crítica sobre a Tunísia. E alguns conceitos fracassaram. Entre eles o de que se o país é pró-ocidental é necessariamente bom. Os Estados Unidos seguem poderosos no cenário internacional, mas frequentemente superestimam essa influência.

Há algumas lições a serem tiradas destes episódios. A primeira delas é que é preciso respeitar os movimentos internos e não querer impor mudanças a partir de fora. As revoltas que vemos agora (na Tunísia e no Egito) iniciaram dentro destes países contra governos pró-ocidentais e não nasceram com características antiocidentais ou anti-imperialistas.

CARTA MAIOR: O Oriente Médio é hoje uma das regiões mais conflituosas do planeta. Os levantes populares que estamos vendo podem ajudar a melhorar esse quadro?

CELSO AMORIM: Creio que teremos agora um quadro mais próximo da realidade. Há uma certa leitura simplificada do Oriente Médio que não leva em conta o que o povo desta região pensa. Não é possível ignorar a existência de organizações como a Irmandade Islâmica ou o Hamas. Se ignoramos fica muito difícil traçar uma estratégia que leve a uma paz estável.

CARTA MAIOR: O jornalista israelense Gideon Levy escreveu ontem no Haaretz dizendo que o Oriente Médio não precisa de estabilidade, referindo-se de modo à crítica à suposta estabilidade atual, que seria, na verdade, sinônimo de pobreza, desigualdade e injustiça. Qual sua opinião sobre essa avaliação?

CELSO AMORIM: De fato, a desigualdade social é uma das causas muito fortes dos problemas que temos nesta região. É um fermento muito grande para revoltas. A verdadeira estabilidade não se resume a ter um determinado governante no poder. Não basta ter eleição. É preciso aceitar o resultado da eleição. Estamos falando de uma região muito complexa, com sentimentos anticoloniais muito fortes. Esse quadro exige uma flexibilidade muito grande e capacidade de diálogo com diferentes interlocutores.

CARTA MAIOR: Qual sua análise sobre a evolução dos acontecimentos no Oriente Médio à luz da política externa praticada durante sua gestão no Itamaraty?

CELSO AMORIM: Como referi antes, nós procuramos manter uma relação ampla com diferentes interlocutores. As críticas que sofremos vieram mais da mídia brasileira do que de outros países. Nossa política em relação ao Irã, por exemplo, não foi para mudar esse país. O objetivo era contribuir para a paz, tentando encontrar uma solução para a questão nuclear. Quem mudou de ideia no meio do caminho foram os Estados Unidos. O próprio El Baradei (ex-diretor geral da Agência de Energia Atômica), que agora voltou a cena no Egito, chegou a dizer, comentando a Declaração de Teerã, que quem estava contra ela é porque, no fundo, não aceitava o sim como resposta.

Acredito que nós precisamos de países com capacidade de ver o mundo com uma visão menos maniqueísta. Agora, todo mundo está chamando Mubarak e Ben Ali de ditadores. Até bem pouco tempo não assim. A maioria da imprensa internacional não os chamava de ditadores. O importante é saber respeitar a vontade e a decisão do povo de cada país. O Brasil tem essa capacidade reconhecida mundialmente. Várias vezes fomos requisitados para ajudar na interlocução entre países. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, por exemplo, nos pediu para ajudar a retomar o diálogo com a Síria. O Brasil tem essa capacidade de diálogo que não demoniza o outro. Essa é a pior coisa que pode acontecer na relação entre os países: demonizar o outro. Não se pode, repito, ignorar a presença da Irmandade Islâmica ou do Hamas. Podemos não gostar destas organizações. Isso é outra coisa. Mas estamos que estar prontos para conversar.

Espero que o Brasil faça jus às expectativas que existem sobre ele, sobre sua capacidade de diálogo e interlocução. Não se trata de mania de grandeza. Nós temos essa capacidade de diálogo e ela é requisitada. Seguramente o Brasil tem a possibilidade, e eu diria mesmo a necessidade, de ter essa participação e ajudar a construir a paz. Até porque esses fatos nos afetam diretamente. Basta ver o preço do petróleo que está aí aumentando em função dos conflitos.

Fonte: Carta Maior

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Um outro Oriente Médio é possível?



Os protestos populares na Tunísia, Egito, Iêmen e Jordânia apresentam uma agenda renovada para o Fórum Social Mundial que inicia de 6 de fevereiro em Dakar, Senegal. A aplicação da consigna do FSM aos problemas dessa região coloca a seguinte questão: “Outro Oriente Médio é possível?”. O que está acontecendo no Egito mostra que o castelo das autocracias apoiadas e sustentadas pelos EUA é menos sólido do que parecia. Milhões de jovens, homens e mulheres, estão nas ruas dizendo que é possível, sim. E necessário.
O Fórum Social Mundial 2011 começa dia 6 de fevereiro em Dakar, Senegal. O encontro ganhou uma nova agenda com a onda de protestos populares que já atingiu a Tunísia, o Egito, o Iêmen e a Jordânia. O mais significativo de todos, sem dúvida, é o Egito, em função do que o país representa em termos geopolíticos no Oriente Médio. Egito e Arábia Saudita são dois pilares centrais da aliança EUA-Israel na região. Uma mudança de regime político em um desses dois países pode significar um terremoto político. 

Washington, Tel Aviv e alguns outros governos árabes sabem disso, obviamente, e estão com as barbas de molho. Na noite desta terça, o presidente dos EUA, Barack Obama, cobrava de seu até aqui aliado egípcio, Hosni Mubarack, o “início imediato da transição” política no país. Vão-se os anéis para assegurar a permanência dos dedos. A velha história. E os EUA temem o pior. Olham para o Egito, a Árabia Saudita, a Jordânia e a Palestina com indisfarçável pânico.

Quem ouve a voz dos milhões de egípcios que perderam o medo da repressão e foram para as ruas sabe que o pior é a manutenção do atual regime, financiado e armado pelos Estados Unidos há décadas. Enérgico na denúncia e na cobrança por democracia quando se trata de países como o Irã – ou na “implantação da democracia” a ferro e fogo, no caso do Iraque -, os EUA silenciam quando se trata das suas ditaduras amigas no Oriente Médio, especialmente no caso do Egito e da Arábia Saudita. Ou silenciavam, ao menos, já que agora foram obrigados a se manifestar. 

Desta vez, os malabarismos linguísticos e semânticos não conseguem esconder a natureza do problema. E a natureza do problema no Egito não reside no fundamentalismo islâmico ou nas aspirações sociais e políticas da Irmandade Muçulmana. O problema reside em um regime autoritário e corrupto, apoiado e sustentado pelos EUA, que governa para um pequeno grupo, deixando milhões de pessoas vivendo na pobreza (cerca de 20% da população vive abaixo da linha da pobreza).

A aplicação da consigna do FSM aos problemas dessa região coloca a seguinte questão: “Outro Oriente Médio é possível?”. O que está acontecendo no Egito mostra que o castelo das autocracias apoiadas e sustentadas pelos EUA é menos sólido do que parecia. Milhões de jovens, homens e mulheres, estão nas ruas dizendo que é possível, sim. E necessário. Basta que os líderes ocidentais supostamente defensores da democracia deixem de financiar aqueles que não querem que os povos destes países escolham o seu destino. Deixem a democracia entrar no Oriente Médio. Não é essa a promessa universal do Ocidente? E seja o que Deus quiser. Ou o que Alá quiser! 

O povo egípcio não está rua por questões religiosas. Está na rua porque, entre outras coisas, decidiu cobrar as promessas civilizatórias do Ocidente: democracia, liberdade, prosperidade, justiça social. As consequências desses protestos são incertas. Neste exato momento, a turma dos anéis está em campo para tentar salvar os dedos do modelo atual. Mas uma coisa parece definitiva: o povo egípcio perdeu o medo e decidiu mudar os rumos do país. Essa é uma força muito difícil de ser detida e costuma ter um impacto profundo na vida das nações.

Marco Aurélio Weissheimer (Carta Maior)

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Doze Homens e uma Sentença - No CCBB




 
Doze Homens e uma Sentença, de Reginald Rose, é a adaptação teatral do filme de Sidney Lumet, um clássico do cinema norte-americano. Após a conclusão de um processo onde um adolescente foi acusado de matar seu próprio pai, 12 jurados devem julgá-lo. A lei é clara, se for culpado o rapaz enfrentará a pena de morte e o juiz determina que o veredicto deve ser unânime. Este é o início de um emocionante embate de idéias, sentimentos e preconceitos desses 12 homens, que assistimos através de um poderoso exercício de diálogo e argumentação. 

Direção: Eduardo Tolentino de Araújo.
Elenco: André Garolli, Augusto César, Brian Penido, Eduardo Semerjiam, Fernando Medeiros, Genézio de Barros, Ivo Muller, José Renato, Marcelo Pacífico, Norival Rizzo, Oswaldo Mendes, Riba Carlovich e Ricardo Dantas.
Autor: Reginald Rose

* Fotografia de Zineb Benchekchou.


SERVIÇO
Data: 12 de janeiro até 06 de fevereiro
Horário: Quinta a sábado, às 19h30 | Domingo, às 18h
Local: Teatro | R. Álvares Penteado, 112 - Centro
Bilheteria/Informações: Terça a domingo, das 10h às 20h | Telefones: (11) 3113-3651/52
Ingressos: R$ 15 (inteira) | R$ 7 (meia entrada para estudantes, professores,  correntistas do Banco do Brasil e maiores de 60 anos)
Classificação indicativa: a partir de 12 anos

domingo, 16 de janeiro de 2011

Teatro Essencial de Denise Stoklos

Adoro esta mulher e qdo vi que ela estaria no CCSP, achei que deveria compartilhar com todos... Realmente é uma das melhores atrizes... Trabalha de forma esplendorosa o teatro essencial... segue a programação.


Repertório Teatro Essencial de Denise Stoklos
dias 15, 16, 22 e 23/1Louise Bourgeois
Louise Bourgeois
grupo: Companhia Denise Stoklos - texto: Louise Bourgeois - tradução, adaptação, direção e atuação: Denise Stoklos
Teatro essencial. (75min, 14 anos)
Louise Bourgeois: faço, desfaço, refaço é um espetáculo com textos e cenários da artista mundialmente aclamada, francesa de nascimento mas naturalizada americana, em que a atriz e dramaturga Denise Stoklos retrata seus pensamentos publicados em diversos livros e entrevistas, na primeira pessoa. Os ensaios foram realizados na sala de estar de Louise Bourgeois, que assim pôde conceber e realizar os componentes cenográficos e dar seu assentimento pessoal à encenação. Sábados, às 21h; domingos, às 20h - Ingressos: R$ 20,00 (retirada de ingressos: duas horas antes de cada sessão) - preço popular (retirada de apenas um ingresso por pessoa): todos os dias para 20% da lotação da sala (R$ 2,55) mediante a apresentação da Carteira de Baixa Renda e RG, conforme lei nº 11.357/93 - Espaço Praça das Bibliotecas (100 lugares)
dias 29 e 30/1Mary Stuart
Mary Stuart
grupo: Companhia Denise Stoklos - texto: Dacia Maraini, Romain Gary e Denise Stoklos - direção e atuação: Denise Stoklos
Teatro essencial. (75min, 14 anos)
Mary Stuart é o espetáculo que marcou o início da linguagem da atriz/autora/diretora/coreógrafa brasileira como método próprio. Foi a partir deste espetáculo que o sistema foi reconhecido pelos principais meios de análise mundial da arte cênica. A publicação TDR, do M.I.T, Instituto de Tecnologia dos Estados Unidos, assinalou o evento em matéria de capa. Foram escritas diversas teses de mestrado e doutorado sobre o trabalho denominado Teatro Essencial de Denise Stoklos, que usa o que há de mais básico para o palco: o ator e sua palavra, o ator e seus gestos. Sábado, às 21h; domingo, às 20h - Ingressos: R$20,00 (retirada de ingressos: duas horas antes de cada sessão) - preço popular (retirada de apenas um ingresso por pessoa): todos os dias para 20% da lotação da sala (R$ 2,55) mediante a apresentação da Carteira de Baixa Renda e RG, conforme lei nº 11.357/93 - Espaço Praça das Bibliotecas (100 lugares)
dias 5 e 6/2Vozes Dissonantes 
Vozes Dissonantes
grupo: Companhia Denise Stoklos - texto, direção e atuação: Denise Stoklos
Teatro essencial. (75min, 14 anos)
Vozes Dissonantes participou não oficialmente das comemorações do V Centenário do Descobrimento do Brasil a partir de abril do ano 2000. Trata-se de uma peça que destaca as posições contrárias ao sistema vigente sócio-econômico que produz diferenciação entre classes no país. Da vasta bibliografia abordada montou-se uma declaração de valores revolucionários por parte de vozes de cidadãos da maior importância ao nosso país, advindos do setor de poesia, sociologia, geografia humana e lideranças. Sábado, às 21h; domingo, ás 20h - Ingressos: R$20,00 (retirada de ingressos: duas horas antes de cada sessão) - preço popular (retirada de apenas um ingresso por pessoa): todos os dias para 20% da lotação da sala (R$ 2,55) mediante a apresentação da Carteira de Baixa Renda e RG, conforme lei nº 11.357/93 - Espaço Praça das Bibliotecas (100 lugares)
dias 12 e 13/2Calendário da Pedra
Calendário da Pedra
grupo: Companhia Denise Stoklos - texto, direção e atuação: Denise Stoklos - participação especial - Antonia Ratto (voz em off)
Teatro essencial. (75min, 14 anos)
Calendário da Pedra enfoca o indivíduo em sua pessoal presença num estado estabelecido de ordem coletiva e que tem ênfase nos valores capitalistas patriarcais globalizantes. A peça é inspirada na ideia que Gertrude Stein desenvolveu em uma de suas poesias, na qual as datas descrevem o discorrer de um ano completo. Na adaptação o que importa é a personagem condutora, inominada e sem referências ao público quanto a sua profissão ou outros dados, fora a de que pertence à classe média, pois tem "teto, alimento e educação", o que já a define como privilegiada. Assistimos suas reflexões durante o ciclo de um ano que anuncia-se em plena véspera de uma grande mudança. Sábado, às 21h; domingo, às 20h - Ingressos: R$20,00 (retirada de ingressos: duas horas antes de cada sessão) - preço popular (retirada de apenas um ingresso por pessoa): todos os dias para 20% da lotação da sala (R$ 2,55) mediante a apresentação da Carteira de Baixa Renda e RG, conforme lei nº 11.357/93 - Espaço Praça das Bibliotecas (100 lugares)
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terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Abaixo-assinado contra o aumento nos salários

Acho que é nosso dever como parcela pensante na internet, acredito que os amigos que aqui buscam algo que complemente seu dia a dia repleto de decepções, cabe a nós sermos os primeiros a não aceitar este ridículo aumento que o “governo” deu para si. Nunca vi os educadores chegar a ter nem 10% de aumento e se brincar nem isto tivemos ao longo dos anos acompanhando a inflação, agora de uma hora para outra os parlamentares irão receber um reajuste de 62% e 130% presidente e ministros. Enquanto a nossa população continuar pensado “que não adianta”, temos que levantar e fazer a nossa parte mesmo que seja assinando uma simples petição que demonstre ao menos para estes que se dizem nossos governantes a tamanha insatisfação que temos deles. Infelizmente no Brasil não existe política somente politicagem.
Se tiver 1 minuto para assinar a petição você já pode ser um mais daqueles que não aguenta o tamanho comodismo que nós brasileiros temos de não nos mobilizarmos em prol de um país ético e correto.

Vale lembrar que depois de preencher os campos e enviar, deve ser feito a confirmação acessando o link que vai ser enviado por email para validar a assinatura.