domingo, 22 de março de 2009

O homem e sua relação com Deus, segundo Sartre


Sartre revolucionou a compreensão de muitos conceitos. Abordaremos, nesta intervenção, algumas conceituações fundamentais para se compreender sua visão a respeito do homem. Segundo a concepção tradicional, a essência do homem precede a existência. Não é essa, no entanto, a posição de Sartre. E sendo ateu, não aceita a concepção de criação divina a partir de um modelo. Por isso especifica que, ao contrário das coisas e animais, no homem a existência precede a essência, e isso significa: “Que o homem primeiramente existe, se descobre, surge no mundo; e quer só depois se define. O homem, tal como o concebe o existencialista (Sartre), se não é definivel, é porque primeiramente não é nada. Só depois será alguma coisa e tal como ele se concebe depois da existência, como ele se deseja após este impulso para a existência; o homem não é mais que o que ele faz. Tal é o primeiro do existencialismo”.

Qual a diferença entre o homem e as coisas? É que só o homem é livre. O homem nada mais é do que o seu projeto. A palavra projeto significa, etimologicamente, ser lançado “adiante”, assim como o sufixo ex da palavra existir significa “fora”. Ora, só o homem existe, porque o existir do homem é “para si”, ou seja, sendo consciente, o homem é uma “ser-para-si”, pois a consciência é auto-reflexiva, pensa sobre si mesma, é capaz de pôr-se “fora de si”.

Portanto, a consciência do homem o distingue das coisas e dos animais que são “em si"” ou seja, como não são conscientes de si, também não são capazes de colocar “ do lado de fora” para se auto examinarem. O que acontece ao homem quando se percebe “para si”, aberto à possibilidade de construir ele próprio a sua existência? Descobre, que não havendo essência ou modelo para lhe orientar o caminho, seu futuro se encontra disponível e aberto, estando portanto de Dostoiévski em os Irmãos Karamazov: “Se Deus não existe, então tudo é permitido”, para relembrar que os valores não são dados nem por deus nem pela tradição: só o próprio homem cabe inventá-los. Se o homem é livre, é conseqüentemente responsável por tudo aquilo que escolhe e faz. A liberdade só possui significado na ação, na capacidade do homem de operar modificações no real.

O homem não é “em si”, ele é “para si”, que a rigor não é nada, pois se a consciência não tem conteúdo, não é coisa alguma. Mas esse vazio é justamente a liberdade fundamental do “para si”, que, movendo-se através das possibilidades, poderá criar-lhe conteúdo. Eis que o homem, ao experimentar a liberdade, e ao sentir-se como um vazio, vive angustia da escolha. Muitas pessoas não suportam essa angustia, fogem dela, aninhando-se na má-fé. A má fé é a atitude característica do homem que finge escolher, sem na verdade escolher. Imagina que seu destino está traçado, que os valores são dados; aceitando as verdades exteriores, mente para si mesmo, simulando ser ele próprio o autor dos seus próprios atos já que aceitou sem criticas os valores dados. “O ser humano não é somente o ser pelo qual se revelar negatividade no mundo. É também o que pode tomar atitudes negativas com relação a si.”

O homem sartreano é desamparado, sem presente, sem chão, voltado para o passado buscando um futuro a ser construído. Sua moral é da escolha, pois segundo Sartre: O homem é livre para agir, para engajar-se na luta pela vida da qual o próprio homem é contingente.

Diante de um período de descrença de valores, hipocrisia da burguesia, Sartre investiga que ele é, quem são os homens e qual o sentido da vida?

Para Sartre o homem vive de escolhas, e são através dessas escolhas, dependendo de qual escolha fizer, é que o homem vai manifestar a sua presença dentro do mundo. O homem primeiramente existe, e durante o processo de sua existência, ele se torna e vai construindo a essência, ou seja, a existência precede a essência, a essência é um construtor humano. Com isso, Sartre quer dizer que o homem é uma construção que se faz mediante a liberdade, a qual é fruto da sua escolha. Quando nasce, o homem é nada. Não existem idéias inatas, anteriores ao surgimento do homem e destinadas a orientar sua vida, indicando que caminho ele deve seguir. As idéias, o homem extraí de sua experiência pessoal. O indivíduo primeiramente existe; torna-se isto ou aquilo, quer dizer, adquire sua essência”.

O homem deve ser inventado todos os dias, sintetiza Sartre.

É através da liberdade que o homem escolhe o que há de ser, escolha sua essência e busca realizá-la. É a escolha que faz entre as alternativas com que se defronta que constitui sua essência. E é essa escolha que lhe permite

criar seus valores. Não há como fugir a essa escolha, pois mesmo a recusa em escolher já é uma escolha. Ao escolher, o homem escolhe sua essência e realiza.

Como se processa a aquisição dessa essência? Justamente através das nações de projeto e de escolha, já mencionadas antes. Só ao homem cabe criar valores sob os quais dirigirá sua vida. Criando-os, torna-se responsável por tudo que fizer. O homem, conforme Sartre, não é nada mais que o seu projeto, só existe na medida em que o realiza através da série de seus atos. Se, no homem a essência precedesse a existência, ele não poderia ser livre, pois desde o princípio sua vida estaria predeterminada. O sucesso ou o fracasso dos atos do homem é sua obra; não lhe é permitido culpar os outros ou as circunstâncias pelos seus erros.

O mundo é opaco. O homem é definido por suas ações, e o destino está em sua ação que permite que ele viva.

Quando o homem se descobre, quando ele se compreende, ele não se prostitui, pois à medida que se encontra, o homem também encontra o outro. A liberdade do homem começa onde começa a do outro e não termina onde começa a do outro.

É no mundo que o homem descobre o que ele é e o que são os outros homens, então não é uma subjetividade de relações, mas de relação. A verdade é dada pelo sujeito que pensa. Quando o homem se compreende, não o faz de maneira isolada, mas na relação com o outro. O homem não existe sem os outros homens (eu não existo sem o outro), e o humanismo é isso, um descobrindo o outro. Para Sartre os projetos humanos são diferentes, mas o que os torna iguais, é que existe uma universalidade entre eles e podem ser entendidos porque são maneiras de lidar com o mundo, de manifestar a existência dele e do outro no mundo. Podemos assim compreender toda a forma de cultura.

A coerência do homem está no momento que ele coloca os valores em vida e só depois é que ele pode julgar. Construímos nós mesmos, na medida que agimos, na media em que o ético se reflete na ação, onde aquilo que o homem é, aquilo que ele faz e não fala, e que seu discurso se não for referendado pela prática estará agindo de má fé. A ética só é realidade na ação, no viver, “Tive fome e me deste de comer, tive sede e me deste de beber, a salvação esta na ação do homem”.

O homem só acontece na vida moral, escolhendo a uma moral. Ao buscar um projeto que esta na possibilidade de superação de si próprio é que o homem se realiza.

Para Sartre o homem vai além, superando-se. O existencialismo não é um ateísmo engajado que se preocupa, mediante a ação do homem que se preocupa em provar a não existência de Deus, mas que se preocupa mediante a ação do homem que é o humanismo. O existencialismo é uma moral da ação, porque considera a única coisa que define o homem, é o seu ato. Ato livre por excelência, mesmo que o homem sempre esteja situado em determinado tempo ou lugar. Não importa o que as circunstancias fazem do homem, mas o que ele faz do que fizeram dele”.

Para Sartre o importante não é se Deus existe ou não, mas sim entender e compreender o homem e sua humanidade em seu existir no mundo, mediante a sua ação frente a si e ao outro.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Paulo Freire




"Não é possível refazer este país, democratizá-lo, humanizá-lo,
torná-lo sério, com adolescentes brincando de matar gente,
ofendendo a vida, destruindo o sonho, inviabilizando o amor. Se
a educação sozinha não transformar a sociedade, sem ela
tampouco a sociedade muda."

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Beirut


Que
canção emoldura os momentos dos jovens Capitu e Bentinho e que também serve como tema de encerramento da minisérie Capitu?

A resposta é BEIRUT.

Que neste caso não tem nada a ver com a capital libanesa e sim um guri norte-americano de vinte e pouquinhos anos chamado Zach Condon.

Zach é tão (ou mais) prodigioso quanto o Conor Oberst (Bright Eyes). Ambos lançaram trabalhos musicais com 15 anos. Mas o Zach sempre experimentou mais, como mostram trabalhos anteriores ao Beirut, influenciados por bandas tão diversas como Magnetic Fields e Frankie Lymon & the Teenagers.

O Beirut nasceu em 2006, isso anos depois que Zach Condon ter viajado pela Europa com seu irmão, aonde teve o seu primeiro contato com a música dos Balcãs, através de artistas como Boban Markovic Orchestra and Goran Bregovic.

Por conta de um problema no pulso, o que o impede de chegar ao limite do braço de um instrumento como o violão, Condon escolheu como instrumentos principais o trumpete e o ukulele (uma espécie de violão pequeno, com 4 cordas). Os dois instrumentos são a base dos trabalhos do Beirut, banda que pode ser definida como uma fanfarra cigana dos balcãs, já que Condon está sempre acompanhado de uma banda cheia de músicos.

A estréia da banda aconteceu em 2006 com o álbum Gulag Orkestar, cuja canção Postcards From Italy ganhou bastante destaque na internet, através de blogs e vídeos de shows no YouTube.

Em 2007 foi o ano mais produtivo da banda. Em janeiro lançaram o EP Lon Gisland, que começa com o a canção mais conhecida da banda, Elephant Gun (que também é a trilha sonora oficial de Capitu). No mês seguinte, um novo EP, Pompeii, mostra uma outra faceta do Beirut, através de duas canções, uma canção com influências eletrônicas e até de guitarrada (é zoeira, mas vale a viagem). Devido ao sucesso de Elephant Gun, a canção ganha um EP com o mesmo nome.

Ainda em 2007, em Outubro a banda lança o aguardado segundo álbum, The Flying Club Cup, que tem como destaques Nantes e Sunday Smile. Nantes, aliás, ganhou duas versões fantásticas ao vivo que valem muito a pena ver.

Em 2008, o Beirut cancelou sua turnê européia, com Condon alegando que estava trabalhando para que as apresentações da banda ficassem "humanamente perfeitas" (isso possivelmente explica por que eles não vieram pro TIM Festival desse ano, já que estavam cotadíssimos). Um outro motivo dessa ausência dos palcos é que a banda está trabalhando num novo trabalho, um EP duplo, March of the Zapotec / Holland, que trará os reflexos da viagem de Zach Condon à cidade mexicana de Oaxaca, e também algumas pirações eletrônicas.


Segue agora o som da "Capitu"
Elephant Gun - Beirut


Jean Paul Sartre.



"É preciso explicar por que o mundo de hoje, que é horrivel, é apenas um momento do longo desenvolvimento histórico e que a esperança sempre foi uma das forças dominantes das revoluções e das insurreições. Eu ainda sinto a esperança como concepção de futuro."


Jean Paul Sartre.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

EDIR MACEDO É O CARA


















POSIÇÕES SEXUAIS E SEUS PECADOS, SEGUNDO EDIR MACEDO


Retirada do livro 'Castigo Divino' da Igreja Universal do Reino de Deus- (Edir Macedo) AUTOR : Bispo Edir Macedo - Vejam os comentários sobre o pecado das seguintes posições sexuais:

Posição de quatro: É uma das posições mais humilhantes para a mulher, pois ela fica prostrada como um animal enquanto seu parceiro ajoelhado a penetra. Animais são seres que não possuem espírito, então o homem que faz o cachorrinho com sua parceira fica com sua alma amaldiçoada e fétida.

Sexo Oral: O prazer de levar um órgão sexual a boca é condenado pelas leis divinas. A boca foi feita para falar e ingerir alimentos e a língua para apreciar os sabores. A mulher engolindo o sêmen não vai ter filhos. E o homem somente sentirá dores musculares na língua ao sugar a vagina de sua parceira.

Sexo Anal: O ânus é sujo, fétido e possui em suas paredes milhões de bactérias. É o esgoto propriamente dito. No esgoto só existem ratos, baratas e mendigos.. A pessoa que sodomia ou é sodomizada ela se iguala a um rato pestilento.. Seu espírito permanece imundo e amaldiçoado. Mas o pior é quando o ato é homossexual, pois o passaporte dessa infeliz criatura já está carimbado nos confins do inferno.

Veja a maneira certa de se relacionar sexualmente, segundo a cartilha:
Posição Recomendada: O homem e a mulher devem lavar suas partes com 1 litro de água corrente misturado com uma colher de vinagre e outra de sal grosso. Após isso, a mulher deve abrir as pernas e esperar o membro enrijecido do seu parceiro para iniciar a penetração.
O homem após penetrar a mulher, não deve encostar seu peito nos seios dela, pois a fêmea deve estar orando ao Senhor para que seu óvulo esteja sadio ao encontrar o espermatozóide..

Depois do ato sexual, Os dois devem orar, pedindo perdão pelo prazer proibido do orgasmo.
Como penitência... O açoite com vara de bambu é aceito em forma de purificação. ( kkkkkkkkkk).

Conclusão I : OU NOS VEREMOS TODOS NO INFERNO OU VAI FALTAR BAMBU NO MUNDO.

Conclusão II : SE ALGUÉM PRECISAR DE BAMBU, LÁ EM CASA TEM E EU NÃO USO.

Conclusão III: SAL GROSSO E VINAGRE??? VAI TRANSAR OU VAI FAZER CHURRASCO.


TE VEJO NO INFERNO!!!!!!!!!!!!