quarta-feira, 4 de maio de 2011

Conversas com arte-educador com Stela Barbieri



No dia 7 de maio, o Maria Antonia apresenta uma palestra com Stela Barbieri, dando continuidade à série Conversas com arte-educador, que ocorrem aos sábados, às 17h30.
Nas palestras desta série, arte-educadores de diversas formações são convidados a apresentarem relatos sobre seu percurso profissional e suas pesquisas, abrindo um debate sobre a prática da arte-educação e fornecendo subsídios para projetos na área. O ciclo já contou com a participação de Paulo Portella, Heloísa Ferraz, Ivone Richter e Regina Machado, Ana Mae Barbosa, entre outros.

Stela Barbieri é artista plástica, contadora de histórias, diretora da Ação Educativa do Instituto Tomie Ohtake e assessora em artes da Escola Vera Cruz. Foi curadora do projeto educativo da 29ª Bienal de Arte de São Paulo e publicou, entre outros, O livro das cobras(DCL, 2010), Pedro Malasartes em quadrinhos (Moderna, 2008) e ABC Japão (SM, 2008).

Conversas com arte-educador
com Stela Barbieri
7 de maio
sábado, 17h30
entrada gratuita (retirar senhas 30 minutos antes)

local
Centro Universitário Maria Antonia 
3º andar – salão nobre

informações
11 3123 5200
educama@usp.br

segunda-feira, 2 de maio de 2011

A morte de Bin Laden e o triunfo do “Comandante Obama”


O novo diretor da Agência Central de Inteligência (CIA), que acaba de ser proposto por Barack Obama, o general David Petraeus, será confirmado pelos senadores. Se restava alguma dúvida, seu último posto foi o chefe das forças da OTAN no Afeganistão. Assumirá como diretor da CIA com o troféu de Osama Bin Laden morto e as mãos livres para reforçar as operações militares encobertas.

Petraeus foi o arquiteto das operações de George Bush no Iraque e, nos últimos anos, apoiou os ataques contra bases da Al Qaeda não só no Afeganistão, mas também no Paquistão, onde Bin Laden foi morto. A morte de Bin Laden ocorre alguns meses antes de se completarem dez anos do atentado que destruiu as Torres Gêmeas de Nova York, em 11 de setembro de 2001. Em termos práticos e simbólicos, a operação da CIA confirma que Washington se aproxima do ponto de deixar o lugar de primeira potência econômica nas mãos da China, mas segue sendo a primeira, longe de qualquer outra, em capacidade de uso da força, incluindo aí operações de contrainsurgência.

Por isso, Obama, no discurso realizado na noite de domingo, lembrou que o ataque foi dirigido contra as Torres Gêmeas e também contra o Pentágono, na primeira agressão externa contra território norteamericano em sua história. Por isso, também, recordou que deus instruções a Leon Panetta definindo que a missão principal da CIA era encontrar Bin Laden vivo ou morto. Uma mensagem de gratificação e, ao mesmo tempo, de respaldo: Panetta foi designado e está por assumir como ministro da Defesa, onde deverá diminuir brutalmente o gasto militar e reorientá-lo. Também é chave no discurso a menção aos oficiais encarregados de operações encobertas: “Ninguém conhece seus nomes, mas o povo norteamericano deve estar agradecido a eles”, disse o presidente que assumiu no dia 20 de janeiro de 2009, e no final do ano que vem lutará para ser reeleito e iniciar outro mandato em 2013.

Obama sublinhou a palavra “eu” quando disse que ele mesmo deu a ordem de lançar o ataque contra o santuário onde Bin Laden estava refugiado no Paquistão. Ele transformou-se no presidente que liquidou o inimigo número um da superpotência. “Não vamos tolerar que nossa segurança seja ameaçada”, disse Obama.

O Washington Post anunciou, antes da notícia do assassinato de Bin Laden e ao comentar a nomeação de Petraeus, o começo de um período com “uma CIA cada vez mais militarizada”. Petraeus dirigiu a guerra do Iraque, um país governador pela tirania de Saddam Hussein que não era albergue de terroristas nem defendia o fundamentalismo islâmico. Logo em seguida, dirigiu a guerra do Afeganistão. O Washington Post assinalou que ser diretor da CIA significa, para Obama, liderar a terceira guerra: o combate, mediante operações encobertas ou dirigidas contra alvos específicos no Paquistão. Desde que o atual presidente assumiu, houve 192 ataques com mísseis em solo paquistanês, com um registro de 1890 terroristas ou suspeitos de sê-lo mortos.

Uma volta da história parece ir se completando. Obama acaba de anunciar o corte de impostos para os mais ricos, uma medida que vai no sentido inverso de sua promessa de voltar à sociedade menos desigual dos anos 60. E, com a morte de Bin Laden, obteve uma vitória no campo que parecia o seu flanco mais débil: o militar. Nesta madrugada, conservadores e liberais, direitistas e progressistas dos EUA, festejavam nas ruas a vitória do “comandante Obama”.




Fonte: http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=17746#Tradução: Katarina Peixoto

domingo, 1 de maio de 2011

A Ciência pode dizer o que é moral?



História do Primeiro de Maio em Quadrinhos – 125 Anos!!

Para que serve a monarquia inglesa




Por que ainda temos uma monarquia? A Inglaterra abriu o caminho na luta para abolir poder absolutista da monarquia, quando o Rei Charles I foi executado em 30 de janeiro de 1649.
Foi logo após a Guerra Civil Inglesa entre forças leais à monarquia e as que defendiam o parlamento, lideradas por Oliver Cromwell.
Apesar disso, a monarquia ainda reina na Grã-Bretanha, ao contrário de países como França, Alemanha e Rússia, onde foram derrubadas.
Isto tem a ver, em parte, com a restauração da monarquia britânica após o governo de Cromwell.
A cada vez mais poderosa classe dos comerciantes fez as pazes com a monarquia para recuperar a estabilidade social.
Assim, Carlos II subiu ao trono em 1660, embora ele e seus sucessores desfrutassem de um poder bem menor que o que seu pai exercia.
O poder na Grã-Bretanha de hoje não está nas mãos da rainha. Mas também não se está sob controle de nossos representantes eleitos.
Quem controla o poder é a classe capitalista, os que enriquecem à custa do resto de nós. A realeza age como um símbolo de classe.
Sua utilidade está na participação em missões comerciais e como atração turística ajuda a manter a imagem do sistema britânico de classe como algo “natural”. A monarquia é um golpe de relações públicas em favor do capitalismo britânico.
Nossos governantes, políticos e a mídia ainda nos encoraja a olhar a realeza com respeito e temor. Se nós veneramos nossos supostos superiores dessa maneira, significa que somos menos tentados a tomar medidas contra as condições sob as quais temos que viver.
Espera-se que a lealdade à monarquia unifique o povo inglês como uma família que estaria de certa forma acima da política, unidos como britânicos, não importa a que classe pertençamos.
Muitas pessoas acreditam que a monarquia é vital para a manutenção de um sistema parlamentar estável.
Para alguns, mesmo na esquerda, a idéia de reformar gradualmente o país depende de que esse sistema funcione.
Mas os socialistas deveriam rejeitar essa idéia. Ela implica concordar com o argumento que diz que outros aspectos do Estado também são neutros, como a polícia e juízes. E sabemos que não é o caso.
O Estado existe para defender os interesses da classe dominante. Na sociedade capitalista, isto significa defender os patrões.
Houve uma tentativa para tentar mostrar a monarquia como pessoas que estão "fazendo sua parte" nos últimos anos. Elas até tentam se comportar como pessoas comuns.
Este casamento não é exceção. A origem de classe média alta de Kate Middleton tem sido usada para dar a idéia de que a monarquia está se modernizando e permitindo que "novos ricos" participem de seu círculo restrito.
Faz parte de um projeto de reabilitação da imagem de uma monarquia que vem perdendo apoio rapidamente nas últimas décadas.
A imagem começou a ficar arranhada nos anos 1980 e 1990 quando a mídia começou a mostrar detalhes sobre a vida de luxo de que desfrutava a realeza às custas do Estado.
A revolta aumentou durante o período de recessão em que o governo conservador iniciou ataques brutais contra os trabalhadores.
Logo em seguida, o conto de fadas sobre casamentos reais também começou a desmoronar.
Em 1992, sozinho, três dos filhos da rainha, Charles, Anne e Andrew, haviam se divorciado publicamente.
No mesmo ano, o Castelo de Windsor, uma das muitas residências da realeza, pegou fogo. O prejuízo foi pago pelas pessoas comuns.
Tablóides
A popularidade da monarquia caiu tanto que a realeza teve que se adaptar. A rainha concordou em pagar imposto de renda pela primeira vez (usando o dinheiro que tira de nós) e turistas foram autorizados a visitar o Palácio de Buckingham (pagando uma taxa).
Mas essas reformas fizeram pouco para melhorar a popularidade da realeza.
Em 1994, Charles e Diana se divorciaram após vários anos em que sua vida privada ter sido uma fonte de notícias para os jornais sensacionalistas. Diana morreu em um acidente de carro em 1997.
Ela não era uma plebéia, mas a percepção de que a família real não a respeitava porque não seria fina o bastante atingiu a popularidade da monarquia ainda mais fortemente.
Hoje existe pouco entusiasmo com a realeza, apesar de todo o frenesi da mídia com o casamento. A idéia de que Deus escolheu a família real para nos governar já foi amplamente aceita. Poucos acreditam nisso, agora.
Mas num momento em que temos um governo de milionários que estudaram em escolas de elite, a promoção da monarquia é parte do esforço da elite para reafirmar seu domínio sobre nós.
A monarquia é parte do sistema capitalista no país.
Somente através de uma mudança revolucionária é que podemos nos ver livre desse sistema de classes e todos os seus absurdos.
Até isso acontecer, nossa sociedade continuará a ser governada por um poder que não foi eleito, cujo trabalho é manter o resto de nós em nosso lugar.
FONTE:  Socialist Worker
SITE: http://www.socialistworker.co.uk/
PUBLICAÇÃO:  27/04/2011